sexta-feira , 22 maio 2026
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O Legado na Construção do Espírito Santo

Por Luiz Fernando Schettino e Enio Fonseca

Fonte IBGE Estado do Espírito Santo

Considerações iniciais

O termo legado vem do latim legatum e significa aquilo que é deixado ou transmitido às gerações futuras. Não se limita a bens materiais, mas abrange valores, ideias, instituições e exemplos que moldam sociedades. O Espírito Santo é hoje um exemplo para o Brasil e para o mundo de como um estado pequeno, com boa gestão, inteligência e legados, pode se tornar referência.

Povos indígenas no Espírito Santo antes da colonização

Antes da chegada dos portugueses em 23 de maio de 1535, com a expedição de Vasco Fernandes Coutinho, o território que hoje compõe o Espírito Santo era ocupado por diversas etnias pertencentes principalmente a dois grandes troncos linguísticos: Tupi (no litoral) e Macro-Jê (no interior).

Principais grupos

• Tupiniquins: Ocupavam a faixa litorânea do sul da Bahia até o norte do Espírito Santo. Foram os primeiros a entrar em contato com os colonizadores e hoje permanecem em aldeias no município de Aracruz.
• Temiminós: Povo de grande relevância histórica, aliado dos portugueses e jesuítas em conflitos contra os Tamoios e Goitacás.
• Goitacás (ou Goitacases): Do tronco Macro-Jê, conhecidos pela bravura e habilidade guerreira. Ocupavam o sul do estado e o norte fluminense.
• Botocudos (ou Aimorés): Habitavam o interior e o norte do território. Resistiram intensamente à colonização, sendo alvo de campanhas militares até o século XIX.
• Outros grupos: Pataxós, Puris e Maxacalis também transitavam pela região, disputando espaço nas áreas de serras e proximidades do litoral.

Cultura e legado

• Sambaquis: Registros arqueológicos em Linhares revelam ocupação humana desde cerca de 4.800 a.C., evidenciando práticas de pesca e coleta.
• Aldeamentos jesuíticos: Entre 1557 e 1600, foram criados aldeamentos como Reritiba (Anchieta), Nova Almeida e Serra, reorganizando forçadamente as populações indígenas. • Capixaba: O termo vem do tupi kapixaba, “roça limpa para plantio”. Inicialmente usado para designar áreas cultivadas, passou a nomear os indígenas locais e, posteriormente, todos os nascidos no estado.

Situação atual

Hoje, a presença indígena no Espírito Santo está concentrada em Aracruz, onde vivem Tupiniquins e Guaranis em nove aldeias (cinco Tupiniquins e quatro Guaranis). Os Guaranis não eram originários da região, mas migraram posteriormente e se estabeleceram junto aos Tupiniquins.

Economia do Espírito Santo: dos ciclos históricos à atualidade

Desde sua origem, o Espírito Santo carrega uma história marcada pela colonização portuguesa. Criado como capitania hereditária em 1535, foi doado por D. João III a Vasco Fernandes Coutinho, que desembarcou na região da atual Vila Velha e fundou o primeiro núcleo de povoamento. A presença dos jesuítas, entre eles o padre José de Anchieta, foi decisiva na catequese dos povos indígenas e na consolidação das bases culturais e religiosas do território.

Ao longo dos séculos, personagens como Frei Pedro Palácios, fundador do Convento da Penha em 1558, e Francisco Gil de Araújo, capitão-mor no século XVII, ajudaram a moldar a identidade capixaba, unindo fé, resistência e organização social. Esses nomes da fase inicial deixaram marcas profundas que se somam aos legados contemporâneos.

A principal atividade econômica dos primeiros colonizadores foi o cultivo da cana-de-açúcar, embora em menor escala que em outras capitanias, e a produção de açúcar. Antes mesmo da fundação da capitania, a costa capixaba era visitada por contrabandistas e navios portugueses para o extrativismo do pau-brasil, via escambo com os indígenas.

Após a chegada dos colonizadores, a extração continuou como fonte rápida de lucro para a Coroa, mas não se consolidou como base da ocupação permanente.

A densa Mata Atlântica fornecia madeiras nobres de alta qualidade, largamente extraídas para construção civil, caixas de acondicionamento de açúcar e, sobretudo, para abastecer os estaleiros navais da metrópole.

Para sustentar a população e os engenhos, os colonizadores também desenvolveram a produção de farinha de mandioca, essencial para a alimentação local, além de pequenas lavouras de subsistência

Nos séculos seguintes, o Espírito Santo viveu diferentes ciclos econômicos marcantes. Após o período colonial da cana-de-açúcar, destacou-se o café no século XIX, impulsionado pela imigração europeia — principalmente italiana, portuguesa e alemã — que trouxe também tradições culturais, religiosas e gastronômicas. Mais recentemente, a industrialização, a partir da década de 1970, e a exploração de petróleo e gás na Bacia do Espírito Santo transformaram a economia capixaba.

A imigração deixou marcas profundas na identidade cultural e econômica do estado:
Italianos: responsáveis pela expansão da cafeicultura de montanha, introduziram técnicas agrícolas e consolidaram o agroturismo em regiões como Venda Nova do Imigrante e Santa Teresa.
Portugueses: além da colonização inicial, mantiveram forte presença na pesca, comércio e tradições religiosas, como as festas católicas e o Convento da Penha.
Alemães e pomeranos: trouxeram práticas agrícolas adaptadas às serras, preservaram dialetos e costumes, e influenciaram a culinária com pratos típicos.

Esses grupos moldaram a cultura capixaba com festas, culinária diversa e preservação de costumes que ainda hoje se mantêm em comunidades do interior.

Clima, Vegetação e Topografia

O Espírito Santo possui clima tropical úmido no litoral, com temperaturas médias de 23°C e chuvas acima de 1.400 mm/ano, e clima de altitude nas serras. A topografia combina planícies litorâneas e áreas montanhosas, destacando-se o Pico da Bandeira (2.891 m), terceiro ponto mais alto do Brasil, localizado no Parque Nacional do Caparaó.

A vegetação original era composta quase integralmente pela Mata Atlântica, com florestas densas, restingas, manguezais e campos de altitude. Essa formação abrigava uma biodiversidade riquíssima, incluindo espécies endêmicas como o muriqui-do-norte, além de garantir equilíbrio climático e fertilidade dos solos.

Fonte GOV ES

Desmatamento ao longo dos anos

Com a expansão da agricultura e da pecuária, especialmente durante os ciclos da cana-de-açúcar e do café, grandes áreas foram desmatadas. No século XX, a industrialização e a urbanização intensificaram a pressão sobre os ecossistemas. Segundo o Atlas da Mata Atlântica do Espírito Santo (SEAMA), atualmente restam cerca de 12% da cobertura original da Mata Atlântica no estado, distribuídos em fragmentos e áreas de conservação.

No entanto, de acordo com análises recentes do MapBiomas e estudos da UniSales (2022–2025), quando se considera toda a vegetação nativa remanescente e as áreas em processo de regeneração e reflorestamento, a cobertura florestal total já alcança entre 20% e 22% do território estadual. Esse avanço é resultado de políticas ambientais e programas de recuperação, como o Programa Reflorestar, que já recuperou mais de 12 mil hectares e promoveu o plantio de milhões de mudas nativas, criando corredores ecológicos e incentivando produtores rurais por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais.

Situação Atual da Economia Capixaba

O Espírito Santo é hoje o segundo maior produtor de petróleo do Brasil, com o setor de petróleo e gás representando cerca de 21% da indústria estadual e 5% do PIB capixaba. A produção está concentrada tanto na região norte do estado — municípios como Linhares, São Mateus e Presidente Kennedy – quanto na Bacia Sul de Campos, que se estende até o litoral capixaba.

Esses polos de exploração garantem investimentos bilionários previstos até 2030, consolidando o estado como um dos principais protagonistas da matriz energética nacional.

Além do petróleo e gás, a economia capixaba é marcada por:
• Siderurgia e mineração: ArcelorMittal Tubarão e Vale são pilares da indústria pesada.
• Celulose e papel: Aracruz (Suzano) é referência mundial na produção.
• Agronegócio: destaque para o café de montanha, mamão, pimenta-doreino, cacau e hortifruticultura diversificada.
• Portos estratégicos: Tubarão, Vitória e Barra do Riacho, fundamentais para exportações. • Serviços e comércio: concentrados na Grande Vitória, com forte presença logística e financeira.

Essa diversificação garante ao Espírito Santo uma posição estratégica na economia nacional, combinando indústria exportadora, agricultura de qualidade e serviços modernos.

Turismo e Agroturismo


Fonte GOV ES

O turismo capixaba vem crescendo, alé das prais famosas do estado, com destaque para o agroturismo, especialmente nas regiões serranas:
• Venda Nova do Imigrante: referência nacional em agroturismo, com a Festa da Polenta e roteiros que unem gastronomia, cultura e produção agrícola.
• Santa Teresa: berço da imigração italiana, conhecida por vinícolas, museus e ecoturismo.
• Pedra Azul: cartão-postal do estado, com o Parque Estadual da Pedra Azul e pousadas de charme.
• Forno Grande: parque estadual com trilhas e biodiversidade preservada.
• Castelo: região serrana com forte tradição agrícola e festas típicas. Esses destinos unem natureza, cultura e gastronomia, fortalecendo a economia local e preservando tradições.

Esses destinos unem natureza, cultura e gastronomia, fortalecendo a economia local e preservando tradições.

Plano ES 500: Importância

O Plano ES 500 é fundamental porque:
• Garante planejamento estratégico de longo prazo, alinhado aos desafios globais.
• Prepara o estado para a transição energética e para a economia digital.
• Valoriza a identidade cultural capixaba, integrando tradição e inovação.
• Coloca o Espírito Santo como referência nacional em sustentabilidade, turismo e competitividade

Unidades de Conservação no Espírito Santo

As Unidades de Conservação (UCs) são áreas naturais protegidas criadas por lei para garantir a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos ecossistemas. No Brasil, elas são regulamentadas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), instituído pela Lei Federal nº 9.985/2000, que define categorias como parques, reservas biológicas, monumentos naturais e áreas de proteção ambiental.

No Espírito Santo, a gestão das UCs é organizada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SISEUC), instituído pela Lei Estadual nº 9.462, de 11 de junho de 2010, que estabelece critérios e normas para criação, implantação e gestão das unidades no estado.

O SISEUC integra áreas federais, estaduais, municipais e particulares, formando uma rede única de proteção essencial para a Mata Atlântica e os ecossistemas costeiros.

Atualmente, o Espírito Santo conta com 140 Unidades de Conservação (UCs) distribuídas em 46 dos seus 78 municípios. Juntas, essas áreas protegidas cobrem centenas de milhares de hectares de Mata Atlântica e ecossistemas costeiros. Sob a gestão direta do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), existem 17 Unidades de Conservação Estaduais, que juntas abrangem aproximadamente 547 km² (54.700 hectares).

A este montante somam-se as grandes áreas federais administradas pelo ICMBio (como parques nacionais e reservas biológicas) e 62 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que reforçam a proteção da biodiversidade capixaba.

Principais Unidades de Conservação por categoria.
Parques Nacionais e Estaduais:

• Parque Nacional do Caparaó – município de Ibitirama (ES) Criado em 1961, é uma das unidades de conservação mais emblemáticas do Brasil. Abriga o Pico da Bandeira (2.891 m), terceiro ponto mais alto do país e o mais acessível entre os grandes picos brasileiros, atraindo montanhistas e turistas de todo o mundo. O parque protege extensos remanescentes de Mata Atlântica e campos de altitude, além de nascentes que alimentam importantes bacias hidrográficas. Possui infraestrutura de visitação com portarias, áreas de camping e trilhas bem estruturadas, sendo referência em ecoturismo e educação ambiental.
• Parque Estadual da Pedra Azul – município de Domingos Martins Criado em 1991, é considerado o cartão-postal do Espírito Santo. Seu nome vem da famosa formação rochosa que muda de cor ao longo do dia, variando entre tons de azul, verde e até dourado. O parque abriga rica biodiversidade, incluindo espécies endêmicas da Mata Atlântica e orquídeas raras. É também um polo de ecoturismo e agroturismo, com trilhas que levam a piscinas naturais e miradouros, além de estar inserido em uma região de forte influência da colonização europeia, que se reflete na gastronomia e na cultura local.
• Parque Estadual de Itaúnas – município de Conceição da Barra Criado em 1991, é famoso pelas dunas móveis de areia branca, que chegam a até 30 metros de altura e avançaram sobre o antigo vilarejo de Itaúnas, soterrando-o parcialmente. O parque protege ecossistemas costeiros como restingas, manguezais e praias, além de ser palco do tradicional Festival Nacional de Forró de Itaúnas, que atrai visitantes de todo o Brasil. É reconhecido como um espaço de integração entre conservação ambiental e cultura popular, sendo também habitat de espécies ameaçadas como o tamanduá-mirim e o gato-domato.
• Parque Estadual Paulo César Vinha – município de Guarapari Criado em 1990 para proteger ecossistemas costeiros de grande importância, como restingas, lagoas, dunas e florestas de transição, sendo um dos últimos grandes remanescentes desse tipo de ambiente no Espírito Santo. Inicialmente chamado de Parque Estadual de Setiba, mais tarde recebeu o nome de Paulo César Vinha, biólogo e ambientalista tragicamente assassinado em 1993 por areieiros ilegais dentro da área protegida. Hoje, o parque é referência em educação ambiental, pesquisa científica e turismo ecológico, oferecendo trilhas interpretativas, observação de aves e atividades de conscientização sobre a importância da conservação da zona costeira capixaba.
• Parque Estadual do Forno Grande – município de Castelo Originalmente uma reserva florestal criada por decreto em 1960. Em 1985, o projeto de transformação em parque foi elaborado por Luiz Fernando Schettino, servidor do ITC – Instituto de Terras e Cartografia, em parceria com o engenheiro florestal José Renato Casagrande, além de deputado estadual, foi também deputado federal, senador da República e por três vezes governador do Espírito Santo, consolidando uma trajetória política marcada pela defesa de causas ambientais e pelo fortalecimento das políticas públicas de conservação. Hoje consolidado, protege remanescentes de Mata Atlântica de altitude e abriga o Pico do Forno Grande (2.039 m).
• Parque Estadual da Fonte Grande – município de Vitória Uma das maiores áreas verdes urbanas do Brasil. Funciona como “pulmão verde” da capital, com trilhas e miradouros. • Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça – municípios de Alegre e Ibitirama Primeiro parque estadual criado em 1985, cuja implantação contou com a atuação de Luiz Fernando Schettino, então servidor do ITC.
• Parque Estadual da Mata das Flores – município de Castelo Criado com a participação de Luiz Fernando Schettino e do então deputado estadual José Renato Casagrande, além de deputado estadual, foi também deputado federal, senador da República e por três vezes governador do Espírito Santo, consolidando uma trajetória política marcada pela defesa de causas ambientais e pelo fortalecimento das políticas públicas de conservação. Hoje abriga o exemplar de jequitibá-rosa mais pujante do estado, centenário, com 48 metros de altura.
• Parque Natural Municipal Mestre Álvaro – município de Serra Importante marco paisagístico e cultural, considerado a maior formação granítica próxima ao litoral brasileiro, com cerca de 833 metros de altitude. O parque abriga rica biodiversidade de Mata Atlântica, trilhas ecológicas e miradouros que oferecem vistas panorâmicas da Grande Vitória. Além de sua relevância ambiental, possui forte valor histórico e cultural, sendo referência para moradores e visitantes.

Reservas Biológicas (Rebio)

• Reserva Biológica de Sooretama – município de Linhares • Reserva Biológica Augusto Ruschi – município de Santa Teresa
• Reserva Biológica de Duas Bocas – município de Cariacica • Reserva Biológica do Córrego do Veado – município de Pinheiros
• Reserva Biológica do Córrego Grande – município de Linhares

Monumentos Naturais (Monat)

• Monumento Natural dos Pontões Capixabas – município de Pancas
• Monumento Natural O Frade e a Freira – município de Cachoeiro de Itapemirim
• Monumento Natural Serra do Torres – município de Mimoso do Sul

Áreas de Proteção Ambiental (APA)

• APA Pedra do Elefante – município de Nova Venécia
• APA Conceição da Barra – município de Conceição da Barra • APA Costa das Algas – município de Guarapari
• APA Sul do Estado do Espírito Santo – diversos municípios do sul capixaba • APA Goitacazes – município de Linhares
• APA da Lagoa de Guanandy – municípios de Itapemirim, Piúma e Marataízes Criada em 1994 com área de 5.242 hectares. Protege lagoas, restingas e o Monte Aghá, além de comunidades tradicionais. É considerada prioritária para conservação e turismo sustentável.

Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN)

• Reserva Natural Vale – município de Linhares Criada em 1978, é uma das mais antigas e importantes reservas privadas do Brasil, com cerca de 23 mil hectares de Mata Atlântica preservada. É considerada um verdadeiro laboratório natural e referência internacional em conservação.

Destaques e trabalhos:
Pesquisa científica: abriga o Museu de Biologia Professor Mello Leitão e mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa nacionais e internacionais. Já foram registradas mais de 2.600 espécies de plantas e centenas de espécies de animais, incluindo o muriqui-do-norte, maior primata das Américas e criticamente ameaçado de extinção.
Educação ambiental: recebe milhares de estudantes e visitantes por ano, promovendo atividades de conscientização e programas de formação.
Monitoramento e conservação: desenvolve projetos de longo prazo sobre biodiversidade, clima, recursos hídricos e restauração florestal.
Reconhecimento histórico: foi pioneira no modelo de conservação privada no Brasil, servindo de inspiração para a criação de outras RPPNs.

• RPPN Recanto das Antas – município de Cariacica Criada em 2003, protege cerca de 1.200 hectares de Mata Atlântica em uma região estratégica próxima à Grande Vitória. É considerada uma das maiores reservas privadas do estado em área contínua de floresta.

Destaques e trabalhos:
Conservação da fauna: abriga espécies ameaçadas como a anta (Tapirus terrestris) – que dá nome à reserva –, além de jaguatiricas, preguiças-decoleira e diversas aves endêmicas.
Corredor ecológico: contribui para a conectividade entre fragmentos de Mata Atlântica da região central do Espírito Santo, funcionando como refúgio para espécies que necessitam de grandes áreas preservadas.
Pesquisa e monitoramento: desenvolve projetos de inventário de fauna e flora, além de estudos sobre a regeneração natural da floresta.
Educação ambiental: recebe escolas e grupos comunitários, promovendo atividades de sensibilização sobre a importância da Mata Atlântica e da proteção da fauna silvestre.
Importância estratégica: por estar próxima a áreas urbanas, ajuda a manter serviços ecossistêmicos como regulação climática, proteção de nascentes e qualidade do ar para a região metropolitana.

• RPPN Mosteiro Zen Morro da Vargem – município de Ibiraçu Criada em 1998, é a primeira RPPN do Brasil vinculada a um mosteiro budista zen. Localizada no Morro da Vargem, a reserva protege cerca de 150 hectares de Mata Atlântica, incluindo áreas de reflorestamento e fragmentos florestais originais. Além da conservação ambiental, a RPPN tem forte atuação em educação ambiental e espiritualidade, recebendo milhares de visitantes e estudantes todos os anos. O espaço promove atividades de conscientização ecológica, reflorestamento e práticas de meditação, integrando valores culturais e religiosos à preservação da natureza. É referência nacional por unir espiritualidade e conservação, mostrando como comunidades religiosas podem contribuir para a proteção ambiental.

• RPPN Águia Branca – município de Vargem Alta Localizada em Monte Verde, é a maior RPPN do Espírito Santo, reconhecida oficialmente pelo Governo do Estado em 2016. Possui uma área de 1.698,08 hectares, equivalente a cerca de 1.700 campos de futebol dedicados exclusivamente à preservação ambiental. Destaques e Detalhes • Localização estratégica: situada na região serrana e de montanhas, conecta dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual do Forno Grande (Castelo) e o Parque Estadual da Pedra Azul (Domingos Martins), formando um corredor ecológico vital. • Conservação: desempenha papel fundamental na proteção da biodiversidade da Mata Atlântica, incluindo espécies ameaçadas, e na preservação de importantes bacias hidrográficas da região.
Tamanho comparativo: sua área é equivalente a quase 1.700 campos de futebol, o que a torna uma referência em conservação privada no Espírito Santo.
Reconhecimento: é exemplo de como iniciativas privadas podem complementar o sistema público de conservação, reforçando a rede de áreas protegidas do estado

Turismo e Cultura

O turismo é uma das grandes forças do Espírito Santo, tanto pela diversidade natural quanto pela riqueza cultural.

Os indicadores econômicos apresentados a seguir referem-se principalmente ao ano de 2025 e início de 2026, período em que o setor registrou crescimento consistente, aumento de receita e expansão empresarial, conforme dados do Observatório do Turismo do Espírito Santo (IJSN/Setur), Sebrae/ES e Fecomércio-ES.

• Turismo ecológico: o Parque Nacional do Caparaó, com o Pico da Bandeira, é destino de montanhistas e ecoturistas. Reservas de Mata Atlântica, manguezais e praias preservadas atraem visitantes interessados em contato direto com a natureza.
• Turismo histórico e religioso:
O Convento da Penha, em Vila Velha, é um dos maiores símbolos de fé do Brasil. A Festa da Penha, realizada anualmente após a Páscoa, é considerada a maior festa religiosa do Espírito Santo e uma das maiores do país, reunindo centenas de milhares de fiéis em romarias, missas e procissões.
A Festa de Corpus Christi de Castelo é outro grande evento religioso e cultural, famoso pelos tapetes coloridos confeccionados artesanalmente nas ruas da cidade, atraindo milhares de visitantes e turistas.
• Turismo cultural: a imigração europeia deixou marcas na culinária, nas festas típicas e na arquitetura de cidades como Santa Teresa e Domingos Martins.
• Turismo de aventura: o Campeonato Internacional de Parapente de Castelo é um dos maiores eventos esportivos do gênero na América Latina, reunindo atletas de diversos países e consolidando o município como referência mundial no esporte.
• Turismo de praia: Guarapari, conhecida por suas areias monazíticas, é destino nacional de saúde e lazer,dentre outras.
• Agroturismo:
Venda Nova do Imigrante é considerada a capital nacional do agroturismo, com propriedades rurais abertas à visitação, produção artesanal de queijos, vinhos, embutidos e festas típicas como a Festa da Polenta.
Pedra Azul, em Domingos Martins, alia o turismo ecológico ao agroturismo, com pousadas rurais, produção de hortaliças, cafés especiais e gastronomia típica de influência italiana e alemã.
Forno Grande, em Castelo, integra o circuito de agroturismo serrano, com propriedades familiares que oferecem hospedagem rural, produção artesanal de doces, cafés e cachaças, além de trilhas ecológicas que conectam o parque às comunidades locais. o Caparaó, na divisa com Minas Gerais, além de ser destino de montanhismo, também se destaca pelo agroturismo, com produção de cafés especiais de altitude, hospedagens rurais e vivências ligadas à agricultura familiar. o Santa Teresa, considerada berço da imigração italiana no estado, é referência em agroturismo com vinícolas, produção artesanal de embutidos, festas típicas e turismo gastronômico.

Demais municípios da região serrana, como Afonso Cláudio, Marechal Floriano e Laranja da Terra, também integram o circuito, oferecendo experiências ligadas à agricultura familiar, gastronomia típica e hospedagem rural.

O turismo fortalece a economia local, gera empregos e preserva tradições, consolidando o Espírito Santo como destino plural e atrativo.

A movimentação financeira e receita do turismo é apresentada a seguir:
Crescimento da Receita: A receita gerada pelas atividades turísticas capixabas registrou um salto expressivo de +14,7% de crescimento interanual.
Faturamento Setorial: O faturamento anual direto das atividades turísticas ultrapassou a marca histórica de R$ 563 milhões.
Gasto por turista: O gasto médio gerado por viajante no estado subiu para R$ 2.118,00, por viagem.
O estado recebe anualmente uma média de 440 mil viagens nacionais diretas, atraindo principalmente turistas de lazer de estados vizinhos.
No modal de transporte terrestre regular, o estado de Minas Gerais lidera de forma absoluta o envio de passageiros ao Espírito Santo (com 473 mil desembarques), seguido por Rio de Janeiro (358 mil) e Bahia (214 mil).
O número de empresas ativas diretamente associadas ao turismo no estado saltou de 59 mil para mais de 74 mil empresas, representando uma expansão empresarial de 25,77%.
O mercado de trabalho do setor estabilizou-se com mais de 168.163 pessoas ocupadas, o que representa cerca de 8,2% de todos os trabalhadores ativos do estado.

Economia atual

O Espírito Santo possui uma economia diversificada e dinâmica, sustentada por setores industriais, portuários, energéticos e agropecuários.

Segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e o IBGE, o PIB estadual projeta um crescimento de 1,9% em 2026, acima da média nacional, consolidando o estado como referência em gestão fiscal e desenvolvimento equilibrado. Investimentos

De acordo com estes institutos, estão previstos cerca de R$ 106 a 137 bilhões em investimentos até 2029, distribuídos em:

• Infraestrutura: R$ 38,8 bilhões (rodovias, saneamento, energia, portos e aeroportos).
• Indústrias de base e transformação: R$ 65,4 bilhões (petróleo, gás, metalurgia, mineração, alimentos).
• Energia renovável: R$ 7,3 bilhões em projetos de eólica offshore e solar fotovoltaica.
• Inovação e sustentabilidade: cerca de R$ 5 bilhões em programas de economia verde, digitalização de serviços públicos e apoio a startups de tecnologia limpa.

Segundo o Tesouro Nacional, o Espírito Santo destinou em 2023 cerca de 20% da sua receita total para investimentos em infraestrutura e inovação, o maior percentual do Brasil e mais que o dobro da média nacional.

Rede de Portos

A rede portuária é um dos maiores legados contemporâneos do Espírito Santo, consolidando-o como hub logístico nacional. Segundo a ANTAQ, o estado responde por cerca de 25% das mercadorias importadas/exportadas do Brasil, posição estratégica para o comércio exterior.

A rede portuária é um dos maiores legados contemporâneos do Espírito Santo, consolidando-o como hub logístico nacional:

Portos em operação
– Complexo de Tubarão (Vitória/Serra): maior exportador mundial de minério de ferro.
– Porto de Vitória e Vila Velha (TVV): movimentação de contêineres e carga geral.
– Portocel (Aracruz): referência mundial em exportação de celulose.
– Terminal Norte Capixaba (São Mateus): escoamento de petróleo.
– Porto de Ubu (Anchieta): pelotas e minério de ferro.
– Barra do Riacho: gás liquefeito de petróleo.

Portos em construção/expansão
– Porto Central (Presidente Kennedy): capacidade de até 25 milhões de toneladas/ano.
– Porto Imetame (Aracruz): multiuso, início previsto para 2026.
– Porto Petrocity (São Mateus): voltado para cargas gerais e conteinerizadas.
– Itaoca Offshore (Itapemirim): apoio logístico ao setor de petróleo e gás.

Essa rede faz do Espírito Santo responsável por cerca de 25% das mercadorias importadas/exportadas do Brasil, consolidando sua posição estratégica no comércio exterior.

Fonte Macro Investimentos. Imagem porto Central

Produção agropecuária

A agropecuária consolida-se como um dos maiores pilares econômicos capixabas, registrando forte valorização puxada por cotações internacionais favoráveis:
Café conilon: O Espírito Santo lidera de forma absoluta o ranking nacional, sendo a origem de cerca de 70% do conilon brasileiro. As estimativas da Conab apontam safras históricas na casa de 13,8 a 14,2 milhões de sacas, com recordes de produtividade média superando 53 sacas por hectare nas plantações concentradas no norte do estado.
Café arábica: Cultivado majoritariamente nas regiões montanhosas e serranas do sul capixaba, destaca-se pela produção de cafés especiais altamente valorizados no exterior. Apesar das oscilações da bienalidade das lavouras (ciclos alternados de alta e baixa produção), a safra recuperou fôlego recente com projeções de 4,2 milhões de sacas e um expressivo salto de faturamento gerado no campo de 93,5%.
Leite e pecuária: Mantém um papel socioeconômico vital no interior do estado, pulverizado em pequenas e médias propriedades rurais. O setor responde pelo abastecimento diário da rede de laticínios regional e das grandes bacias consumidoras vizinhas.
Fruticultura: O estado é o maior produtor e exportador de mamão do Brasil, detendo mais de 38% da produção nacional (com volume superior a 426 mil toneladas ao ano, movimentando R$ 1,2 bilhão), tendo o município de Linhares como o principal polo exportador global. A produção de banana é outra gigante local, ultrapassando 400 mil toneladas anuais sob a liderança do município de Alfredo Chaves.
Silvicultura: Os plantios industriais de eucalipto movimentam o PIB capixaba e são o principal motor das exportações do agronegócio do estado (via celulose e papel). A produção florestal de madeira em tora para papel e celulose mantém um valor de produção expressivo que beira R$ 1 bilhão anual no campo

Sustentabilidade e Inovação

O Espírito Santo tem se destacado nacionalmente em sustentabilidade e inovação, com programas estruturados pelo Governo Estadual, SECTI, SEAMA, IJSN, Sebrae/ES, Findes e Banco Mundial:

Programas da SECTI (Ciência, Tecnologia e Inovação)
• Inova ES: evento anual que conecta startups, empresas e universidades em torno de soluções para cidades inteligentes.
• Seedes e Sementes: programas de aceleração e apoio a startups, com foco em tecnologia limpa, inteligência artificial e inclusão de mulheres no ecossistema de inovação.
• Capacitação tecnológica: parcerias com o IFES e universidades estaduais para formação em áreas como realidade virtual, drones e segurança de dados.
• Investimentos: cerca de R$ 1,5 bilhão até 2029 em digitalização de serviços públicos, incubadoras e parques tecnológicos (TecVitória e Parque Tecnológico de Linhares).

Programas da SEAMA (Meio Ambiente e Recursos Hídricos)
• Fundágua e Fundema: fundos estaduais voltados para preservação de mananciais, reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.
• Gestão hídrica: modernização da rede de abastecimento e monitoramento de bacias hidrográficas.
• Pet Vida: programa de saúde animal com vacinação e castração gratuita.
• Ranking de Competitividade dos Estados (CLP): em 2026, o Espírito Santo alcançou o 3º lugar nacional em sustentabilidade ambiental, com destaque para recuperação de áreas degradadas e preservação da biodiversidade.
• Investimentos: cerca de R$ 2 bilhões até 2029 em saneamento, gestão hídrica e projetos ambientais.

Investimentos Internacionais e Startups

• Banco Mundial e BID: aportes de cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em saneamento, mobilidade urbana sustentável e capacitação de startups ligadas à economia verde.
• Sebrae/ES e Findes: R$ 350 milhões em capacitação de empreendedores e startups, com foco em tecnologias ambientais e inovação digital.
• Parques tecnológicos: R$ 600 milhões em expansão e modernização de centros de pesquisa e incubadoras.

Papel Estratégico

Hoje, o Espírito Santo ocupa papel estratégico na economia e política brasileira:
• É um dos maiores exportadores de minério de ferro e celulose.
• Possui o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão, hubs logísticos fundamentais para o comércio exterior.
• Concentra investimentos em petróleo e gás na região da Bacia do Espírito Santo. • Sua economia diversificada, que vai da agricultura ao setor de serviços, garante relevância nacional.
• Politicamente, o estado se consolidou como referência em gestão fiscal, transparência e inovação em políticas públicas, sendo frequentemente citado como modelo de governança pelo Banco Mundial e pelo Tesouro Nacional População

Com cerca de 4,1 milhões de habitantes em 2026, o Espírito Santo apresenta densidade populacional elevada em sua região metropolitana. Os municípios mais populosos são Serra, Vila Velha, Cariacica e Vitória, que juntos concentram mais de 1,8 milhão de pessoas. O estado possui IDH de 0,771, considerado alto, refletindo avanços em educação, saúde e qualidade de vida.

Algumas referências de pessoas que fizeram e fazem a história

Desde os primeiros passos, figuras como Augusto Ruschi, engenheiro agrônomo e ambientalista, mostraram que o conhecimento científico e a defesa da natureza poderiam ser pilares de uma sociedade mais consciente.

Sebastião Salgado, fotógrafo e fundador do Instituto Terra, uniu arte e consciência ecológica em projetos de reflorestamento que se tornaram referência mundial.

Dalva Ringuer, ambientalista capixaba, e Renato de Jesus Moraes, engenheiro florestal, reforçaram a luta pela preservação ambiental.

Pedro de Faria Burnier, empresário e secretário de Agricultura, contribuiu para o fortalecimento da agricultura e da gestão rural.

Este colunista (Luiz Fernando Schettino), engenheiro florestal, mestre e doutor em Ciência Florestal, advogado, escritor, ambientalista e professor titular da UFES até 2021, continua atuando fortemente em construir caminhos para ajudar nas ações de proteção ao meio ambiente, gestão florestal, sustentabilidade, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, visando consolidar bases técnicas e acadêmicas e de políticas públicas que sustentem a transição do Espírito Santo para um modelo de desenvolvimento cada dia mais sustentável, inclusivo e responsável.

O jornalista Otaviano de Carvalho, liderança comunitária e ambiental, deixou sua marca na vida pública capixaba com forte atuação em defesa da cidadania e do meio ambiente.

Já Rogério Medeiros, também jornalista, fotógrafo e ambientalista, autor do livro Espírito Santo: Maldição Ecológica, foi parceiro de Augusto Ruschi e fundador do jornal Século Diário, trincheira de luta socioambiental. Ao lado de Cláudio Vereza e João Coser, mostrou que a política pode ser instrumento de transformação social e urbana.

Entre os nomes capixabas que se destacaram na gestão ambiental nacional está José Carlos Carvalho, nascido em Jerônimo Monteiro, que foi presidente do IBAMA e ministro do Meio Ambiente, representando o Brasil em conferências internacionais e consolidando políticas públicas ambientais, tendo ocupado ainda a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, onde ocupou ainda a presidência do Instituto Estadual de Florestas.

Com atuação no Estado, o Engenheiro Florestal Geraldo José dos Santos foi o criador e presidente do IEF/ES , implantou o programa de seringueira no estado.

Entre as lideranças femininas, Iriny Lopes e Rita Camata marcaram a política nacional e estadual com pautas voltadas à igualdade de gênero, proteção social e responsabilidade fiscal.

No campo econômico, Eliezer Batista, presidente da Vale, Erling Sven Lorentzen, fundador da Aracruz Celulose, Americo Buaiz, fundador do Grupo Buaiz, e os líderes do Grupo Lindenberg impulsionaram a economia capixaba, inserindo o estado no mapa industrial e exportador do Brasil.

O dinamismo atual do Espírito Santo é marcado fortemente pelo protagonismo de grandes redes de varejo, cooperativismo de crédito, logística de comércio exterior (tradings), construção civil, indústria de bens de consumo e tecnologia, com destaque para Camilo Cola (Grupo Itapemirim), Nilton Chieppe e Família Chieppe (Grupo Águia Branca), Família Torres (Fortlev) , Família Lorenzoni (Biancogrês), Cris Samorini (Grafitusa / Findes), Bento Venturim (Sicoob ES), Paulo Cerutti ( Econservation), Fabricio Cardoso Freitas ( Macro Investimento).

Governadores como Gerson Camata, Max Mauro, Artur Carlos Gerard Santos e Jerônimo Monteiro deixaram contribuições importantes para a infraestrutura e representação política.

No Senado, Dirceu Cardoso e João Calmon projetaram o Espírito Santo nacionalmente, com legados de ética e educação.

Cabe destacar o trabalho dos governadores mais recentes: Paulo Hartung, economista, deputado estadual, deputado federal, senador, prefeito de Vitória e governador por três mandatos, modernizou a administração pública, institucionalizou e fortaleceu a área de ciência, tecnologia e inovação e reestruturou a área ambiental, tendo como marca, ter recolocado o Espirito Santo no caminho da ética, do planejamento e de uma gestão responsável, importante legado que um governante pode deixar. Além disso, sua atuação continua a ter papel relevante no debate político, empresarial e econômico nacional.

Renato Casagrande, engenheiro florestal e advogado, exerceu mandatos como deputado estadual, vice-governador, senador e três vezes governador, deixando um legado marcado pela gestão transparente e pela nota A em responsabilidade fiscal.

Sua atuação destacou-se em investimentos em saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, segurança pública e políticas sociais, além do enfrentamento da Covid-19 e da promoção da ciência e inovação. Criou o Fundo Soberano do Espírito Santo (FUNSES), que transforma receitas de petróleo e gás em projetos estruturantes de infraestrutura, inovação e sustentabilidade, consolidando o estado como referência nacional.

Também lançou programas ambientais estratégicos como o Reflorestar, o Fundo Cidades e o Plano Estadual de Descarbonização, alinhados ao combate às mudanças climáticas, e presidiu o Consórcio Brasil Verde, reunindo governadores de 15 estados em prol do desenvolvimento sustentável.

Além de capixabas da gema, que fizeram a grandeza do Estado, suas belezas naturais, a gastronomia de primeira qualidade, o calor humano de seu povo, fizeram com que muitas pessoas de fora o vivenciassem como se nativos fossem.

O Engenheiro Florestal Enio Fonseca, colega da UFV, é um exemplo, durante toda a infância e juventude, nas férias frequentou as praias de Santa Mônica, e desde aquela época continua a fazer turismo frequente no Estado. Como Conselheiro do MMA no Comitê Interfederativo do Rio Doce, acompanhou de perto o impacto do rompimento da barragem da Samarco para o Estado, e como diretor da consultora capixaba Econservation estreitou laços técnicos e comerciais com o território.

Como ele, milhares de brasileiros admiram o Estado. E é importante lembrar que, além dos nomes aqui citados, muitos outros homens e mulheres, às vezes sem o destaque da mídia, mas com igual compromisso e esforço, contribuíram e continuam contribuindo para esse grande projeto coletivo. Que todos se sintam incluídos neste reconhecimento, pois o Espírito Santo é resultado da soma de vozes, mãos e corações que acreditaram e acreditam em um futuro melhor.

Conclusão

O Espírito Santo é hoje protagonista nacional em:

– Economia: diversificada, com forte presença no petróleo, gás, mineração e celulose.
– Política: referência em gestão fiscal e transparência.
– Logística: rede portuária que conecta o Brasil ao mundo.
– Sustentabilidade: programas como o Reflorestar e o Plano Estadual de Descarbonização.
– Turismo: serras, praias e patrimônio histórico atraem visitantes e fortalecem a economia local.
– Energia: projetos de eólica offshore e expansão da matriz energética.

Todas essas trajetórias mencionadas — desde os pioneiros colonizadores até os líderes contemporâneos — compõem o grande legado do Espírito Santo. Um estado que une história, cultura, imigração, economia, vegetação e sustentabilidade, consolidando-se como referência nacional e internacional em gestão pública, logística, democracia e qualidade de vida.

Enio Fonseca – Engenheiro Florestal, Senior Advisor em questões socioambientais, Especialização em Proteção Florestal pelo NARTC e CONAF-Chile, em Engenharia Ambiental pelo IETEC-MG, em Liderança em Gestão pela FDC, em Educação Ambiental pela UNB, MBA em Gestão de Florestas pelo IBAPE, em Gestão Empresarial pela FGV, Conselheiro do Fórum de Meio
Ambiente do Setor Elétrico, FMASE, foi Superintendente do IBAMA em MG, Superintendente de Gestão Ambiental do Grupo Cemig, Chefe do Departamento de Fiscalização e Controle Florestal do IEF, Conselheiro no Conselho de Política Ambiental do Estado de MG, Ex Presidente FMASE, founder da PACK OF WOLVES Assessoria Ambiental, foi Gestor de
Sustentabilidade Associação Mineradores de Ferro do Brasil e Diretor Meio Ambiente e Relações Institucionais da SAM Metais. Diretor de Responsabilidade Social e Ambiental da ALAGRO. Membro do Ibrades, Abdem, Adimin, Sucesu, CEMA e CEP&G/ FIEMG. Conselheiro do Instituto AME e articulista do Canal direitoambiental.com.
Linkedin Enio Fonseca

Luiz Fernando Schettino – Engenheiro Florestal, Mestre em Ciência Florestal e Doutor em Ciências Florestais pela UFV; Licenciado em Letras – ES/FAFIA; Advogado, Escritor, Especialista em Gestão Estratégica do Conhecimento e Inovação pela Ufes; Especialista em Processo Civil, Penal e do Trabalho pela Faculdade Doctum de Vitória. Foi Professor Titular na Área Ambiental na Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes; Membro titular do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA; Membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH; Membro titulart do Conselho Estadual de CTI/ES – CONCITEC; Membro titular do Conselho Estadual de Ética Pública do Espírito Santo; Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo; Diretor de Pesquisa na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UFES; Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI; Diretor Técnico Científico da FAPES/ES; Diretor Geral da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo – ASPE; Membro Titular da Comissão Permanente de Política Docente – CPPD/UFES; Membro Titular do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia de Vitória – CMCT. Foi comentarista de Sustentabilidade da Rádio Jovem Pan News Vitória, com o quadro semanal “Conexão Verde”.

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