sexta-feira , 2 dezembro 2022
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COP27: Com foco nos Resíduos Sólidos, Brasil propõe ao mundo mercado de crédito de metano

Outro acordo firmado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no Egito, visa uma aliança global para que o mundo recicle 50% dos resíduos até 2050 

 

A 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 27), realizada em Sharm El-Sheik, no Egito, terminou nesta sexta-feira (18.11). Durante os 13 dias do evento, delegações de quase 200 países estiveram reunidas na busca por soluções conjuntas para frear as mudanças climáticas e os efeitos que ameaçam o equilíbrio do planeta.

Os últimos dias foram marcados por dois avanços junto à comunidade internacional e que contam com a participação do Brasil: um ligado ao metano e o outro referente ao aproveitamento de resíduos (reciclagem).

O Brasil propôs a criação de um Mercado Global de Metano nos moldes do que já ocorre com o mercado de carbono. O objetivo é que os envolvidos possam contar com um instrumento econômico que permita a viabilização de recursos para que as metas sejam cumpridas até 2030.

No ano passado, durante a COP 26, realizada em Glasgow, o Brasil foi um dos signatários do Acordo Global de Metano, proposto pelos Estados Unidos e assinado por mais de 100 nações, que visa reduzir em 30% as emissões globais de metano até 2030. Na edição deste ano, 27 países juntaram-se a esse acordo global, elevando o número de nações signatárias para aproximadamente 150.

“O Brasil lançou, ano passado, um programa chamado Metano Zero, logo após o Acordo (de Glasgow), para reduzir as reduções de metano baseado em lixo no campo e na cidade”, lembrou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

“E o que nós estamos propondo? Criar um Mercado de Metano, idêntico ao que existe no mercado de carbono, mas voltado exclusivamente para os resíduos sólidos. E assim acelerar os projetos de resíduos sólidos. Alguns projetos são inviáveis. E uma receita extraordinária seria a solução para esses projetos. Essa é uma proposta que a gente vai levar para os cerca de 150 países que assinaram esse acordo para a gente criar uma estrutura de um crédito de metano”, prosseguiu o ministro.

Imagem: Prefeitura de Belo Horizonte/Flickr

 

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