quarta-feira , 23 agosto 2017
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Estudo bancado pela indústria do carvão surpreende ao reconhecer aquecimento causado pelo homem

 

 

 

 

 

 

As indústrias Koch, que juntas formam uma das maiores entidades privadas do planeta e que estão estreitamente relacionadas aos combustíveis fósseis, são as principais doadoras mundiais para o lobby contrário à noção de que a humanidade tenha algo a ver com o aquecimento global. Os próprios irmãos Koch costumam divulgar comunicados defendendo que tudo não passa de um ciclo natural.

Porém, para a surpresa de muitos, um estudo custeado pelos Koch foi apresentado nesta semana e reconhece que houve um aquecimento global de 1,5oC desde 1750 e que boa parte desse aumento nas temperaturas se deve às emissões de gases do efeito estufa resultantes das atividades humanas.

“As mudanças nas temperaturas podem ser explicadas como uma combinação de vulcões mais ativos e pelas emissões humanas”, escreveram os autores.

Realizado pela Universidade de Berkeley, o trabalho destaca ainda que apenas nos últimos 50 anos as temperaturas se elevaram 0,5oC.

Segundo os autores, os resultados obtidos coincidem com os dados defendidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), uma das entidades que os Koch mais criticam.

O estudo também desmente um dos principais argumentos dos céticos climáticos, que alegam que o aquecimento é fruto da variação solar (solar forcing).

“Concluímos que ou a variação solar não é uma componente importante para as mudanças nas temperaturas na superfície da terra ou que os dados sobre ela são muito imprecisos para que sejam avaliados.”

O principal autor do estudo é o climatologista Richard Muller, fundador do projeto Temperatura da Superfície da Terra da Universidade de Berkeley (BEST), que já havia surpreendido a comunidade científica ao anunciar em julho de 2012 sua “conversão”.

Muller era um dos principais céticos climáticos do planeta, mas depois de outro estudo conduzido por ele mesmo acabou se convencendo que não havia mais como negar as mudanças climáticas.

Fonte: Fabiano Ávila/ Instituto Carbono Brasil

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