Por Enio Fonseca
“ A comida é um problema político” . Jean-Jacques Rousseau
Para refletir *:
– “Ovo é a porta para o colesterol alto, fuja!”
– “Carne com gordura é um ataque cardíaco esperando para acontecer.”
– “Açúcar é o novo cigarro, mas sem a emoção de fumar.”
– “Pão branco é como um abraço de tía solteirona: parece gostoso, mas é vazio por dentro.”
– “Leite é para bebês, não para adultos com lactose.”
– “Pizza é a desculpa para comer queijo derretido e carboidratos em excesso.”
– “Batata frita é a maneira mais rápida de transformar um jantar saudável em um desastre cardiovascular.”
– “Sushi é a única comida que você pode comer crua e ainda assim se preocupar com a qualidade do peixe.”
– “Chocolate é a maneira mais gostosa de se autodestruir lentamente.”
– “Refrigerante é o veneno do século XXI, mas com gás.”
– “Pão integral é a maneira mais chique de comer papelão.”
– “Frutas são como namoradas: parecem saudáveis, mas algumas podem ser muito ácidas.”
– “Cafeína é a maneira mais rápida de transformar um adulto em um adolescente de 15 anos.”
* IA
Reflexões iniciais
A pirâmide alimentar é um modelo gráfico que representa a quantidade e a variedade de alimentos que devem ser consumidos diariamente para uma dieta saudável.
Como cidadão que se alimenta todos os dias, posso reivindicar o direito de fazer algumas reflexões sobre este tema tão importante para a sociedade mundial, ao longo dos tempos.
O tema é por demais complexo, e não pretendo esgotar o assunto. Me vali de algumas contribuições da IA, através do Copilot e da Meta, para contribuir com as reflexões feitas.
Sou adepto de comida saudável, fundamental para o bom funcionamento do organismo, e produzida dentro das melhores técnicas , respeitando as boas práticas, o meio ambiente, e todos os trabalhadores da extensa cadeia produtiva alimentar.
A alimentação saudável aliada com exercícios físicos contribui para a qualidade de vida.
Não comungo com idéias controversas, como produção de alimentos em larga escala com o uso de insetos, ou através de impressoras.
A pirâmide alimentar
A pirâmide de alimentos foi criada nos EUA em 1992 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A ideia era fornecer uma orientação simples para uma alimentação saudável, com a base da pirâmide representando os alimentos que deveriam ser consumidos em maior quantidade.
A Pirâmide Alimentar dos Estados Unidos de 1992 (oficialmente chamada Food Guide Pyramid ou Eating Right Pyramid pelo USDA) foi um guia nutricional visual que dividia os alimentos em seis grupos horizontais, com a base representando a maior parte da dieta.
Fonte USDA- Traduzida
A pirâmide apresenta noção de proporcionalidade entre os grupos alimentares e
a quantidade dos alimentos que deve ser consumida ao longo do dia. Exemplo:
devemos tomar a base da pirâmide como a base da nossa alimentação. Por
outro lado, os alimentos que estão no ápice da pirâmide devem ser consumidos
esporadicamente e em pequenas quantidades, pois favorecem o ganho de
peso.
De acordo com o site: http://projetoseeduc.cecierj.edu.br/eja/recurso-multimidia-professor/educacao-fisica/novaeja/m1u03/5-a_nova_piramide_alimentar.pdf :
“Recentemente, a partir de pesquisas científicas, ela foi reestruturada com
base no princípio da alimentação saudável.
O grupo dos carboidratos inclui pães, cereais, farinhas, biscoitos integrais, arroz e
massas. São os chamados alimentos energéticos, ricos em carboidratos
complexos, cuja absorção é mais lenta que a do açúcar simples.
A nova pirâmide reforça a importância dos cereais integrais, ricos em fibras. Assim, pães,
cereais, arroz e massas integrais permanecem na base; mas pão branco, arroz
branco, batatas, massas comuns e farinhas refinadas estão no alto da pirâmide,
emparelhados com os doces, que devem ser consumidos com moderação.
Os vegetais (verduras e legumes) e as frutas são alimentos reguladores, sendo
fontes de vitaminas, minerais e fibras e seu consumo diário é importante para o
bom funcionamento do organismo. Esses alimentos possuem, em sua
composição, os fitoesteróis e antioxidantes, que ajudam a reduzir o colesterol LDL
(ruim) e neutralizam os radicais livres, diminuindo o envelhecimento das células.
Os alimentos construtores são requeridos pelo organismo em menor proporção,
mas não em menor importância, são aqueles ricos em proteínas. As proteínas
podem ser animais (carnes, ovos, peixes e aves) e vegetais (feijões, soja,
leguminosas em geral) e ainda proteínas animais ricas em cálcio (leite, queijo,
iogurte).
Na nova pirâmide houve desmembramento de mais um setor dos construtores. As
carnes brancas de frango e peixe juntaram-se aos ovos como incentivo a
escolha, na parte mais baixa da pirâmide.
As carnes vermelhas foram para o topo, indicando consumo moderado juntamente com a manteiga, por serem alimentos ricos em gorduras saturadas.
Óleos vegetais de boa qualidade como azeite de oliva, óleo de canola, milho,
girassol e soja ganharam espaço na base, por serem ricos em gorduras
poliinsaturadas, monoinsaturadas e os chamados ômegas, que ajudam o sistema
cardiovascular e o controle dos lipídeos sanguíneos”.
O Problema desta pirâmide é que sua base da pirâmide era composta por carboidratos, como pão, arroz, massas e cereais. Isso foi interpretado como uma recomendação para consumir uma grande quantidade desses alimentos. Infelizmente, a indústria de alimentos, especialmente a de carboidratos processados, teve um papel significativo na criação e promoção dessa pirâmide.
O Impacto desta iniciativa é que a ênfase nos carboidratos levou a um aumento no consumo de alimentos processados e ricos em açúcar, contribuindo para:
– Aumento da obesidade e doenças relacionadas, como diabetes tipo 2
– Aumento do consumo de açúcar e carboidratos refinados
– Desequilíbrio na dieta, com falta de nutrientes essenciais
Por conta disto, a saúde da população mundial sofreu as consequências:
– A obesidade e o diabetes tipo 2 aumentaram significativamente
– As doenças cardíacas e os problemas de saúde relacionados à dieta se tornaram mais comuns
Em 2011, a pirâmide de alimentos foi atualizada para refletir uma abordagem mais equilibrada, com ênfase em frutas, legumes, proteínas magras e grãos integrais.
A antiga pirâmide de alimentos foi um exemplo de como a influência da indústria pode afetar as recomendações nutricionais”
A primeira pirâmide alimentar brasileira foi criada em 1999, se baseando principalmente nos padrões alimentares norte-americanos, de onde as pirâmides alimentares haviam sido criadas há mais tempo, numa iniciativa coordenada pela pesquisadora Sonia Tucunduva, da Faculdade de Saúde Pública da USP.
De acordo com o site: Pirâmide Alimentar | Pirâmide Brasileira e Exercícios – Manual do Enem
“O Ministério da Saúde divulgou em 2013 uma nova pirâmide alimentar que levava em conta a realidade do Brasil e a disponibilidade de alimentos do país.
A principal característica da pirâmide brasileira de 2013 foi a inclusão de alimentos tipicamente brasileiros como arroz e feijão, caju, graviola e castanhas, além de outros alimentos incluídos para evitar casos de má nutrição como o consumo de arroz integral, peixes e verduras de coloração verde escura.
Com a intenção de alertar quanto aos problemas da obesidade, a pirâmide brasileira propõe o consumo de 2000 calorias diárias, diferente da pirâmide americana que estipula um valor de 2500 calorias diárias.
A última atualização do Ministério da Saúde para a alimentação brasileira saudável foi a criação de um “Guia Alimentar para a População Brasileira” para auxiliar na formulação de uma dieta mais saudável, prevenindo doenças como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
O Guia deixa de considerar grupos alimentares e quantidades e se concentra na forma de produção do alimento, sugerindo evitar comidas processadas industrialmente e os famosos fast-foods”.
Em resumo, cada país ajusta a pirâmide alimentar conforme sua realidade sociocultural, garantindo que os grupos alimentares estejam alinhados às necessidades e possibilidades da população.
Além de orientar o consumo diário, a pirâmide brasileira também tem como proposta:
Ajudar na prevenção de doenças relacionadas à alimentação (diabetes e obesidade);
Facilitar a compreensão das necessidades nutricionais básicas;
Inspirar escolhas alimentares conscientes e equilibradas;
Incentivar a diversidade de alimentos para evitar deficiências nutricionais.
A pirâmide alimentar americana foi atualizada em 2011, enfatizando as seguintes recomendações::
– Na Base: Frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras (ex: peixe, frango, leguminosas)
– No Meio: Lácteos e ovos
– No Topo: Gorduras saudáveis (ex: azeite, nozes) e alimentos processados (em moderação)
Esta pirâmide atualizada incentivava ainda:
– Comer uma variedade de alimentos
– Beber água
– Limitar alimentos processados e açúcares
– Praticar atividade física regular
Uma nova pirâmide alimentar aprovada pelo governo dos Estados Unidos foi anunciada nesta primeira semana de 2026, trazendo mudanças significativas em relação às anteriores.
Aqui estão as principais mudanças, da nova piramide, de acordo com o site:
https://timesbrasil.com.br/videos/times-brasil-ao-vivo/:
“Ela está:
– Focada em proteínas e alimentos naturais: A nova pirâmide prioriza o consumo de proteínas, alimentos naturais e gorduras saudáveis, como azeite e manteiga.
– Redução de ultraprocessados e açúcares: Há uma ênfase na redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares adicionados.
– Laticínios integrais: Recomenda-se o consumo de laticínios integrais em vez de versões com baixo teor de gordura.
– Gorduras saudáveis: Inclui gorduras como abacate e laticínios integrais, e sugere o uso de azeite de oliva, manteiga ou gordura bovina no preparo dos alimentos.
– Redução de carboidratos: A nova pirâmide recomenda priorizar proteínas em relação a carboidratos, optando por reduzir o consumo de itens como pão branco, salgadinhos e doces.
Essas mudanças visam combater o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, e promover uma alimentação mais saudável. A nova pirâmide alimentar impactará merendas escolares e programas federais de alimentação, afetando cerca de 1 em cada 4 americanos”.
A nova pirâmide alimentar aprovada pelo governo dos Estados Unidos pode ter um impacto significativo no agronegócio de alimentos saudáveis. Aqui estão alguns pontos importantes:
– Mudança de foco: A nova pirâmide prioriza alimentos naturais e proteínas, o que pode beneficiar produtores de alimentos orgânicos e sustentáveis.
– Aumento da demanda: Com a ênfase em alimentos saudáveis, a demanda por produtos como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras pode aumentar.
– Oportunidades para pequenos produtores: A nova pirâmide pode criar oportunidades para pequenos produtores e agricultores familiares que já estão produzindo alimentos saudáveis.
– Desafios para a indústria de alimentos processados: A redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares pode afetar negativamente a indústria de alimentos processados.
No entanto, é importante notar que a implementação da nova pirâmide alimentar pode levar tempo e dependerá de vários fatores, incluindo políticas públicas e mudanças nos hábitos alimentares dos consumidores .
O novo modelo substitui o gráfico MyPlate, usado desde 2011.
De acordo com o site https://www.google.com/amp/s/g1.globo.com/google/amp/saude/noticia/2026/01/09/nova-piramide-alimentar-eua.ghtml :
“O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, emitiram as “Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030”, que apresentam determinações atualizadas para uma dieta saudável e fornecem a base para programas e políticas federais de nutrição.
As novas diretrizes do governo americano, também adotam uma nova postura em relação a alimentos “altamente processados” e carboidratos refinados, incentivando os consumidores a evitar “alimentos embalados, preparados, prontos para comer ou outros alimentos salgados ou doces, como salgadinhos, biscoitos e balas”.
Esse é um termo diferente para ultraprocessados, os produtos saborosos e densos em energia que constituem mais da metade das calorias na dieta dos EUA e têm sido associados a doenças crônicas como diabetes e obesidade.
A nova orientação afasta-se de revogar conselhos de longa data para limitar gorduras saturadas, apesar de sinais de Kennedy e do comissário da Food and Drug Administration, Marty Makary, de que o governo pressionaria por mais consumo de gorduras animais para acabar com a “guerra” às gorduras saturadas.
Em vez disso, o documento sugere que os americanos escolham fontes de gordura saturada de alimentos integrais — como carne, laticínios integrais ou abacates — enquanto continuam a limitar o consumo de gordura saturada a não mais do que 10% das calorias diárias.
Deve haver amplo consenso de que comer mais alimentos integrais e reduzir carboidratos altamente processados é um grande avanço em como abordamos dieta e saúde, disse David Kessler, ex-comissário da FDA, que escreveu livros sobre dieta e nutrição e enviou uma petição à FDA para remover ingredientes-chave de alimentos ultraprocessados.
As novas diretrizes rejeitaram amplamente o conselho de um painel de 20 especialistas em nutrição convocados pela administração Biden, que se reuniram por quase dois anos para revisar as evidências científicas mais recentes sobre dieta e saúde. Kennedy criticou a experiência dos membros do painel e sugeriu que eles tinham ligações com a indústria alimentícia que influenciaram seus conselhos.
Em vez disso, a nova orientação se baseou em um novo grupo de especialistas revelado na quarta-feira nos documentos de apoio. Dos dez especialistas que lideraram a nova revisão científica de Kennedy, cinco relataram vínculos financeiros com indústrias de carne, porco ou laticínios ou com fabricantes de fórmulas infantis ou suplementos.
As diretrizes fizeram algumas outras mudanças importantes, incluindo uma chamada para potencialmente dobrar o consumo de proteínas.
A recomendação anterior orientava o consumo de 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal — cerca de 54 gramas por dia para uma pessoa de 68 kg. A nova recomendação é de 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo de peso corporal.
As diretrizes recomendam evitar ou limitar drasticamente açúcares adicionados ou adoçantes não nutritivos, afirmando que “nenhuma quantidade” é considerada parte de uma dieta saudável.
Segundo as novas regras, nenhuma refeição deve conter mais de 10 gramas de açúcares adicionados, ou cerca de 2 colheres de chá”.
Aqui estão alguns pontos importantes:
– Mudança de foco: A nova pirâmide prioriza alimentos naturais e proteínas, o que pode beneficiar produtores de alimentos orgânicos e sustentáveis.
– Aumento da demanda: Com a ênfase em alimentos saudáveis, a demanda por produtos como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras pode aumentar.
– Oportunidades para pequenos produtores: A nova pirâmide pode criar oportunidades para pequenos produtores e agricultores familiares que já estão produzindo alimentos saudáveis.
– Desafios para a indústria de alimentos processados: A redução do consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares pode afetar negativamente a indústria de alimentos processados.
Conclusões:
A nova pirâmide alimentar preconiza que a população deva comer mais alimentos integrais e proteínas, menos alimentos altamente processados e menos açúcar adicionado.
Essas mudanças visam combater o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, e promover uma alimentação mais saudável. A nova pirâmide alimentar impactará merendas escolares e programas federais de alimentação, afetando nos EUA cerca de 1 em cada 4 americanos
No entanto, é importante notar que a implementação da nova pirâmide alimentar pode levar tempo e dependerá de vários fatores, incluindo políticas públicas e mudanças nos hábitos alimentares dos consumidores
.
O custo dos alimentos que passam a ser recomendados para consumo frequente, como proteínas saudáveis, é elevado para boa parte da população mundial.
A nova pirâmide prioriza alimentos naturais e proteínas, o que pode beneficiar produtores de alimentos orgânicos e sustentáveis.
Haverá reação da indústria de alimentos processados e ultraprocessados contra esta nova pirâmide.
Enio Fonseca – Engenheiro Florestal, Senior Advisor em questões socioambientais, Especialização em Proteção Florestal pelo NARTC e CONAF-Chile, em Engenharia Ambiental pelo IETEC-MG, em Liderança em Gestão pela FDC, em Educação
Ambiental pela UNB, MBA em Gestão de Florestas pelo IBAPE, em Gestão Empresarial pela FGV, Conselheiro do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico, FMASE, foi Superintendente do IBAMA em MG, Superintendente de Gestão Ambiental do Grupo Cemig, Chefe do Departamento de Fiscalização e Controle Florestal do IEF, Conselheiro no Conselho de Política Ambiental do Estado de MG, Ex Presidente FMASE, founder da PACK OF WOLVES Assessoria Ambiental, foi Gestor Sustentabilidade Associação Mineradores de Ferro do Brasil e atual Diretor Meio Ambiente e Relações Institucionais da SAM Metais. Membro do Ibrades, Abdem, Adimin, Alagro, Sucesu, CEMA e CEP&G/ FIEMG e articulista do Canal direitoambiental.com.
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