Por Enio Fonseca e Luiz Fernando Schettino
A importância ambiental, econômica e social da atividade de Silvicultura- Algumas considerações técnicas
A Silvicultura é a ciência dedicada ao estudo dos métodos naturais e artificiais de regenerar e melhorar os povoamentos florestais com vistas a satisfazer as necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, aplicação desse estudo para a manutenção, o aproveitamento e o uso racional das florestas.
De acordo com o site https://inflor.com/pt-br/ , a silvicultura desempenha papel indispensável no processo de reflorestamento no Brasil, já que atua contra os processos de erosão, desertificação e enfraquecimento do solo. Tem como função cuidar da exploração e manutenção racional das florestas, desde o pequeno agricultor às grandes indústrias madeireiras.
O site https://agropos.com.br/silvicultura/Silvicultura define que a silvicultura é a ciência dedicada ao estudo dos métodos naturais e artificiais de regenerar e melhorar os povoamentos florestais com vistas a satisfazer as necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, é aplicação desse estudo para a manutenção, o aproveitamento e o uso racional das florestas. Os principais tipos de silvicultura se dividem entre dois modelos: o clássico e o moderno:
Clássico: O método clássico leva em consideração a própria força produtiva das florestas naturais e o processo orgânico de regeneração em busca do equilíbrio do ecossistema.
Moderno: O estilo moderno é baseado na plantação das florestas, principalmente as do modelo silvicultura de eucalipto, e é provocado por ação do homem ou de forma orientada e artificial.
O site https://summitagro.estadao.com.br/noticias-do-campo/o-que-e-silvicultura-conheca-o-cultivo-de-florestas-no-brasil/ define que a silvicultura é a ciência do cultivo de florestas. Hoje, ela é composta basicamente de florestas plantadas com o propósito de extração de matérias-primas. A cultura envolve o manejo do solo e das condições climáticas, a seleção de material genético para o plantio, o controle de pragas, a extração e replantio das árvores, entre outros.
Porém, há outras utilizações que vão além do senso comum, como a extração de resinas, essências e óleos essenciais que são utilizados em diferentes aplicações industriais — desde alimentos até produtos farmacêuticos. As árvores também fornecem fibra para fabricação de tecidos sintéticos e são uma importante fonte de energia renovável, por meio da biomassa e do carvão vegetal.
Por fim, entre troncos, galhos, flores, frutos, sementes e folhas, praticamente todas as partes de uma árvore podem ser aproveitadas em produtos e subprodutos da silvicultura.
A silvicultura moderna de produção florestal promove o cultivo de espécies de árvores para a produção de madeiras, resinas e essências, entre outras. São bastante comuns no Brasil as plantações de eucalipto, seringueira, pinho, todas planejadas e manejadas pelos profissionais da silvicultura, especialmente o Engenheiro Florestal.
Assim como ocorre na agricultura de precisão, hoje observa-se o desenvolvimento da silvicultura de precisão. Desse modo, incorporando técnicas de cartografia e fotointerpretação às facilidades tecnológicas do sensoriamento remoto e a utilização de drones georreferenciados, aprimoram-se os resultados de gestão e a eficiência da produção.
De modo geral, as atividades básicas da silvicultura incluem:
acompanhamento da precipitação pluviométrica (regime de chuvas);
determinação de espécies mais adequadas;
planejamento da produção e cultivo;
preparo de solo;
manejo e tratamento da cultura;
planejamento das coletas e cortes;
logística dos produtos.
Quais os principais benefícios da silvicultura?
A silvicultura como ciência e técnica na condução de grandes plantéis de árvores é a responsável pela melhora no manejo e pelo gerenciamento das florestas. Dessa forma, com ações planejadas e o uso de tecnologia apropriada, consegue garantir melhores produções, eficiência e melhores produtos florestais.
melhor aproveitamento dos terrenos;
recuperação de áreas degradadas;
proteção de nascentes e mananciais de água;
controle de erosão do solo;
aprimoramento genético de espécies florestais.Dentre os principais segmentos de mercado envolvidos com a silvicultura destacam-se as indústrias de papel e celulose, sobretudo com os cultivos de eucalipto, espécie que se aclimatou muito bem no Brasil. Na verdade, o país detém os melhores plantéis da cultura, alcançando índices recordes da produção de madeira.
As indústrias de móveis e de construção civil também são grandes consumidoras de madeira e já envolvem a utilização de outras espécies como, por exemplo, o pinheiro (madeira mais simples) e o mogno (madeira mais nobre). Esses segmentos também fazem uso de produtos oriundos da exploração de florestas naturais controladas.
Ao mesmo tempo, a produção de resinas e essências florestais também constituem a utilização planejada de florestas, resultante do trabalho técnico da silvicultura. As indústrias farmacêutica e de cosméticos são grandes consumidoras desses produtos que, em muitos casos, constituem um mercado milionário em todo o mundo.
Os trabalhos de regeneração de matas, principalmente as ciliares (nas margens dos córregos e rios) são conduzidos pela silvicultura. Do mesmo modo, também os plantios de vegetação nativa para compensação ambiental, em especial nos casos de grandes empreendimentos que requerem supressão de árvores, constituem objeto dessa ciência.
Como se vê, é amplo o espaço ocupado no mercado pela produção e pelo trabalho realizado pela silvicultura. Da mesma forma, é indispensável um aprimoramento contínuo das técnicas utilizadas uma vez que as demandas são grandes e crescentes.
Como a silvicultura está presente no dia a dia?
Portas e janelas, estruturas de telhados e o mobiliário das casas e escritórios constituem a parte mais visível da presença da silvicultura no ambiente urbano. Na verdade, quase todo produto feito de madeira teve sua origem na exploração de florestas naturais ou cultivadas.
Por sua vez, uma infinidade de cosméticos, medicamentos, produtos saneantes e tintas, entre tantos outros, também têm sua origem nos trabalhos de silvicultura. A exploração extrativista controlada, assim como a produção de árvores plantadas ocupa um espaço significativo em diversos segmentos de mercado.
Existe, porém, um aspecto da silvicultura que, embora estando presente no dia a dia, nem todo mundo se dá conta de que está ali. Trata-se da participação das florestas no equilíbrio ambiental e, muito especialmente, nas condições climáticas e de disponibilidade de água. E, nesse ponto, não importa se é uma mata nativa ou uma floresta cultivada.
Assim, em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana, direta ou indiretamente haverá uma participação da silvicultura, seja em um produto, um artefato ou no regime de chuvas de sua região. Em especial, deve ser levado em conta o trabalho de sequestro de carbono realizado pelas árvores e responsável pela redução da poluição do ar.
O site https://iba.org/datafiles/posicionamentos/setor-florestal-global-definindo-o-curso-para-um-futuro-de-baixo-carbono.pdf , pertencente à Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse, contém diversas informações setoriais, incluindo declarações de políticas que tratam de ações coletivas para melhorar a questão climática internacional por meio de silvicultura sustentável e produtos florestais, em alinhamento com o Conselho Internacional de Associações Florestais e de Papel (ICFPA) , https://www.icfpa.org/ .
Este Conselho reiterou o papel que as florestas globais e os produtos florestais podem desempenhar na busca coletiva por soluções climáticas. Desenvolvidas em colaboração por representantes do setor florestal de 28 países ao redor do mundo, as declarações descrevem soluções inovadoras para governos e empresas para alavancar melhor o poder de captura de carbono das florestas e produtos florestais, apoiando economias mais sustentáveis em todo o mundo. “O setor global de produtos florestais está posicionado de forma única para fornecer soluções práticas e de baixo carbono que podem ajudar a enfrentar os complexos desafios ambientais e econômicos de hoje”, disse o presidente da ICFPA, Derek Nighbor. “Políticas climáticas que fazem uso dos benefícios de captura de carbono do manejo florestal sustentável, o uso inovador da madeira no ambiente construído e a abundância de potencial na crescente bioeconomia florestal podem ajudar a traçar o caminho para o crescimento econômico pós-pandemia e uma menor futuro de carbono para todos.”
Várias associações da indústria de produtos florestais e silvicultura em todo o mundo divulgaram suas intenções de apoiar a transição para uma economia de baixo a zero carbono líquido. Em alguns casos, indo além, ou seja, comprometendo-se a ser positivo para o clima. A redução ou estabilização da concentração de GEEs na atmosfera pode ser alcançada através da redução das emissões desses gases e/ou aumento das remoções (por exemplo, por meio da fotossíntese) e manutenção ou aumento dos estoques de carbono.
As práticas florestais sustentáveis e os produtos florestais podem contribuir em ambos os sentidos. Como tal, a silvicultura em sentido amplo está incluída nas Contribuições Nacionalmente Determinadas da maioria dos países.
As práticas florestais sustentáveis e os produtos florestais podem contribuir em ambos os sentidos. Como tal, a silvicultura em sentido amplo está incluída nas Contribuições Nacionalmente Determinadas da maioria dos países.
O documento do ICFPA pontua cinco soluções de produtos florestais e florestais inteligentes para o clima :
- As florestas geridas de forma responsável absorvem e sequestram de forma duradoura o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. De acordo com o Forest Resource Assessment 2015 da Food and Agriculture Organization (FAO), as florestas do mundo estavam sequestrando cerca de 300 Gigatoneladas de carbono1. Como acontece com qualquer ação de mitigação, o sequestro de carbono pelas florestas não deve ser um substituto ou uma bala de prata para a ação de redução de emissões, mas pode facilitar o cumprimento até mesmo dos compromissos mínimos de Paris e facilitar a transição para um mundo com menos carbono.
- Produtos feitos de madeira e fibra de madeira armazenam carbono e contribuem para a redução da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
- Uma abordagem circular (uso de materiais renováveis, reutilização e reciclagem) pode melhorar não apenas o armazenamento de carbono, mas também reduzir as emissões do processo. O Relatório de Progresso de Sustentabilidade da ICFPA de 2021 mostra um aumento de 12,6 pontos percentuais (em comparação com 2000) na taxa global de reciclagem de papel, atingindo 59,1%.2 Além disso, minimizar o aterro de recursos valiosos por meio de reciclagem aprimorada reduz as emissões de metano. Além de sua natureza renovável, a indústria florestal está reciclando seus produtos em altas taxas e visa reciclar mais.cursos florestais renováveis
- O uso de madeira e matérias-primas renováveis para construção, produtos e energia substitui o uso de combustível fóssil ou materiais não renováveis e energia em várias cadeias de suprimentos.
- Na indústria global de produtos florestais, 64,1% das necessidades energéticas locais da indústria de fabricação de celulose e papel são atendidas por biomassa e energia renovável, evitando a liberação de CO2 adicional na atmosfera. Grande parte da biomassa utilizada pela indústria de produtos florestais deriva de resíduos de fabricação que de outra forma seriam descartados e produziriam metano ou seriam queimados sem recuperação de energia.
A ICFPA reiterou seu apelo ao reconhecimento adequado e holístico do papel positivo da silvicultura sustentável e dos produtos florestais no desafio climático global, e especialmente:
- O potencial de remoção e armazenamento de carbono de todos os tipos de florestas, exigindo, portanto, medidas ambiciosas para promover o manejo florestal ativo, a florestação, o reflorestamento e o combate ativo ao desmatamento.
- O potencial de armazenamento de carbono dos produtos de madeira, pelo que urge promover a utilização da madeira como matéria-prima natural, renovável e reciclável. Nesse contexto, os membros do ICFPA convidam os negociadores a considerar uma revisão da lista de produtos considerados como “produtos de madeira colhida” sob as atividades de uso da terra, mudança do uso da terra e silvicultura (LULUCF) para refletir sobre o constante desenvolvimento de novas categorias de produtos de madeira de longa duração (por exemplo, têxteis produzidos a partir de fibras de madeira).
- As emissões evitadas graças ao uso de madeira como matéria-prima em vez de recursos fósseis para produtos e combustível para energia. Nesse sentido, a bioeconomia de base florestal tem potencial para aumentar esses benefícios de substituição e deve ser promovida. Alcançar isso também exigiria compromissos de governos e autoridades públicas em apoio às ações do setor privado
- Estabelecer programas de florestamento e reflorestamento, sempre que possível, para aumentar os estoques de carbono e a disponibilidade de madeira para diversos fins.
- Promover uma economia circular, baseada na reutilização, recuperação e reciclagem de produtos regenerativos.
- Apoiar a pesquisa e a inovação para impulsionar o desenvolvimento de alternativas renováveis aos combustíveis fósseis ou outros recursos não renováveis.
- Combater o desmatamento (especialmente de operações não sustentáveis e atividades madeireiras ilegais, bem como de práticas insustentáveis em cadeias de valor fora do setor florestal), que é reconhecidamente devido a causas não relacionadas ao manejo florestal sustentável.
- Assegurar um conceito de neutralidade de carbono da biomassa cultivada e colhida de forma sustentável.
O abastecimento de madeira está mudando de florestas naturais para florestas plantadas, que contribuirão, cada vez mais, com o fornecimento de madeira e produtos florestais não madeireiros usados na alimentação. Plantações florestais comerciais não objetivam, primariamente, ser um refúgio para a fauna. No entanto, quando sob a forma de mosaico ou matriz, podem abrigar um grande número de aves, morcegos, invertebrados e répteis, que são importantes agentes de controle biológico de pragas, e servem também como poleiros vivos para a avifauna.
A tendência mundial é de que as florestas plantadas não sejam vistas apenas como áreas de produção florestal, mas que tais áreas sejam consideradas redutos de biodiversidade, para alguns grupos de seres vivos. Vários estudos consideram os plantios florestais como corredores ideais para a fauna, unindo dois fragmentos de floresta nativa. Há evidências que a fauna usa tais plantios tanto como via de acesso como refúgio, o que dificilmente acontece com as áreas agropecuárias, mais abertas e desprotegidas.
Assim, há comprovações de que as plantações florestais comerciais podem ser utilizadas como facilitadoras da restauração de ecossistemas. Elas podem ser usadas com sucesso como alternativa para a reabilitação de áreas degradadas e para facilitar a restauração ecológica de florestas nativas. Ao longo do tempo, a silvicultura nacional tem adotado práticas que levam a um aumento da capacidade de armazenamento do carbono, a exemplo da eliminação da queima para limpeza da área de plantio e a adoção do preparo reduzido de área ou cultivo mínimo.
O potencial de sequestro de carbono do solo aumenta com a densidade do plantio, e florestas plantadas têm o potencial de reter maior quantidade de carbono acima e abaixo do solo, em comparação com os sistemas agrícolas tradicionais. O baixo número de produtos agrotóxicos registrados no mercado está relacionado à baixa demanda do setor florestal e, desta forma, não há interesse por parte das empresas produtoras, no registro de novos produtos. O ambiente florestal é mais estável que o das culturas anuais, favorecendo o controle biológico, que é altamente eficaz. Entretanto, esses valores não têm sido quantificados e considerados nas estatísticas.
Também se observa baixo consumo de insumos químicos na silvicultura de florestas plantadas. Parte dos agroquímicos, como no caso de fungicidas e inseticidas, é utilizada apenas em viveiros de produção de mudas, e o uso de herbicidas é mais utilizado nos primeiros anos da cultura. As pressões ambientais sobre as plantações florestais têm sido maiores que as exercidas sobre as atividades agropecuárias. Uma das respostas do setor às demandas da sociedade foi a certificação. Da área certificada no Brasil, 1,70 milhão de hectares (35%) recebem certificação por ambos os programas FSC e Cerflor/PeFC, 2,60 milhões de hectares (53%) são certificados exclusivamente pelo FSC, e outros 0,58 milhão de hectares (12%), exclusivamente pelo Cerflor/PeFC, possibilitando o rastreamento da matéria-prima florestal desde a colheita até a comercialização do produto para o consumidor final.
Da mesma forma que com a certificação, as pressões ambientalistas sobre as plantações florestais incentivaram a busca de mecanismos de aproximação com a sociedade. A primeira iniciativa foi o estabelecimento do diálogo na Mata Atlântica, que foi seguida por outras iniciativas no âmbito nacional, como a Coalizão Brasil, Clima Florestas e Agricultura. Já no contexto internacional, pode-se mencionar o Advisory Committee on Sustainable Forestbased Industries (ACSFI), The International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), The Forest Dialogue (TFD), World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e New Generation Plantations (NGP), entre outros.
Há evidências que suportam a associação entre as florestas plantadas e a provisão de serviços e benefícios ambientais como parte de uma paisagem multifuncional. A provisão de serviços ambientais pela vegetação natural é significantemente reduzida com a conversão para pastagens.
Em contraste, a conversão de pastagens para plantação florestal aumenta a provisão da maioria dos serviços ambientais. As plantações florestais são, também, uma boa estratégia para garantir qualidade e disponibilidade de água. Elas podem reduzir a velocidade do escoamento superficial e o movimento de nutrientes para a água subterrânea, contribuindo para a melhoria da qualidade da água e recarga de aquíferos.
O cultivo de árvores associadas a culturas agrícolas e a atividades pastoris tem sido uma forma de apropriação dos benefícios que o componente arbóreo proporciona à agropecuária. Em sistemas pecuários, pode-se elevar a produção de carne e leite em cerca de 20%, por exemplo. Além disso, a integração torna mais complexo, do ponto de vista biológico, o ambiente pecuário e promove bem-estar animal, aumentando a competitividade da pecuária nacional. A utilização de florestas plantadas para recuperação de áreas degradadas é, também, uma realidade, podendo, inclusive, devolver áreas para produção de alimentos. Há, ainda, exemplos de árvores servindo de adubação verde para culturas alimentares cultivadas em suas aleias. ( ou alamedas)
Ao associar atividades agrícolas e/ou pecuária com espécies florestais arbóreas estabelecem-se sistemas de produção com elevado grau de sustentabilidade. Esses sistemas possibilitam recuperação da fertilidade do solo, fornecimento de adubo verde, controle de pragas e de plantas daninhas e diversificação da produção. Além disso, promovem uma maior estabilidade na oferta de produtos ao longo do ano, obtenção de alimentos, extração de madeira e cultivo de plantas medicinais.
É importante lembrar que o setor de árvores plantadas afirmou-se, ao longo das últimas décadas, como um segmento dinâmico, inovador e de impacto socioeconômico comprovadamente positivo, nos mais de mil municípios do Brasil onde está presente.
Pela perspectiva socioambiental, de igual modo, o setor se tornou uma referência mundial no manejo florestal sustentável, devido aos grandes investimentos em pesquisa e tecnologia, o que permitiu um avanço extraordinário nos ganhos em produtividade florestal, considerada a maior do mundo.
Neste contexto, o setor brasileiro de árvores cultivadas soma esforços para construir um país pautado por valores de uma economia de baixo carbono e cada vez mais sustentável”.
Os argumentos aqui arrolados demonstram de forma inequívoca que o quão inadequado é considerar a silvicultura uma atividade potencialmente poluidora, à qual hoje se impõe um processo de licenciamento mais burocrático e demorado do que o exigido dos demais setores agroindustriais, agropecuários e pesqueiros.
- Os grandes números do setor florestal em 2025
De acordo com o site https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/9105-producao-da-extracao-vegetal-e-da-silvicultura.html do IBGE a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, somou R$ 47,9 bilhões, alta de 6,7% sobre 2024 sendo o maior valor já registrado pela pesquisa. A atividade florestal esteve presente em 4.889 municípios, ou seja, em praticamente todo o território nacional.
A silvicultura foi a responsável por este crescimento. Ela gerou R$ 41 bilhões (+8,6%), enquanto a extração vegetal, que explora recursos de matas nativas, ficou em R$ 6,9 bilhões, uma queda de 3,1%. Com isso, as florestas plantadas passaram a responder por 85,6% de todo o valor da produção florestal primária do país. A silvicultura supera o extrativismo desde 1998, e a distância só aumenta.
De acordo com o site https://florestalbrasil.com a área de florestas plantadas cresceu 4,8% em 2025, um acréscimo de quase 500 mil hectares, e chegou a 10,4 milhões de hectares. O eucalipto lidera com 8,2 milhões de hectares, ou 78,6% do total, destinados principalmente à indústria de papel e celulose. Somando eucalipto e pinus, as duas espécies cobrem 96,5% da silvicultura comercial brasileira.
Neste ano o avanço mais expressivo aconteceu no Centro-Oeste, onde a área plantada cresceu 22,3%. Norte (+6,1%), Nordeste (+5,8%) e Sul (+0,6%) também avançaram. O Sudeste foi a única região com retração, de 1,1%.
A madeira destinada a papel e celulose movimentou R$ 17,6 bilhões, crescimento de 16,3%. É o terceiro ano seguido de forte expansão, depois de altas de 19,1% em 2023 e 29,9% em 2024. Carvão vegetal (+4,6%) e lenha (+12,4%) também cresceram, e só a madeira em tora para outras finalidades, como serraria e laminação, recuou (-3,1%). No conjunto, os produtos madeireiros representam 98,1% do valor da silvicultura.
No comércio exterior, porém, o cenário foi menos animador. Segundo dados da Secex citados pelo IBGE, a celulose foi o 8º produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com 22,2 milhões de toneladas e US$ 10,2 bilhões em receita. O volume embarcado subiu, mas o faturamento caiu 3,9% por causa da queda nos preços internacionais, reflexo de excesso de oferta global, desaceleração do consumo na China e valorização do real.
Minas Gerais lidera, com R$ 9,2 bilhões em valor da produção silvícultural (22,5% do total nacional), tendo a maior área plantada do país, 2,2 milhões de hectares, com predominância de eucalipto (97,2%), e concentra 84,6% da produção brasileira de carvão vegetal, insumo essencial para a siderurgia mineira.
O Paraná vem em segundo, com R$ 6,9 bilhões (+6,5%). É o maior produtor de madeira em tora para outras finalidades, com 34,9% da produção nacional, e também lidera a produção de lenha de florestas plantadas: 14,4 milhões de metros cúbicos, ou 26,1% do país. O Rio Grande do Sul aparece logo atrás na lenha, e a Região Sul, como um todo, responde por 61,1% desse produto.
Mato Grosso do Sul ampliou sua área de silvicultura em 30,3% e já soma 1,9 milhão de hectares, a segunda maior área plantada do Brasil, com 99,7% de eucalipto. Dos dez municípios com mais florestas plantadas no país, sete são sul-mato-grossenses (os outros três são mineiros). Ribas do Rio Pardo lidera com 537 mil hectares (+40%), seguido por Três Lagoas, com 348,1 mil hectares (+15,3%).
Os produtos não madeireiros cresceram 9,6% e somaram R$ 2,6 bilhões. Os alimentícios respondem por R$ 2,2 bilhões desse total, e dois produtos se destacam: açai com 251 mil toneladas extraídas e erva-mate com 420,5 mil toneladas produzidas.
O site conclui que a força econômica das florestas plantadas é inegável, que crescer com responsabilidade passa pela certificação.
Por sua Vez o Instituto Brasileiro de àrvores- IBA, através do site https://iba.org/wp-content/uploads/2026/10/IBA_relatorio_2026_digital.pdf em seu relatório de 2026 apresenta a cadeia brasileira de árvores cultivadas como um segmento estratégico da bioeconomia, baseado principalmente em eucalipto, pinus e outras espécies. A atividade abastece mercados de celulose, papel, embalagens, painéis, madeira serrada, pisos, carvão vegetal, pellets e bioprodutos renováveis, alcançando consumidores em diversos países.
Em 2025, a cadeia manteve resiliência mesmo diante de juros elevados, gargalos logísticos internos, tensões geopolíticas, medidas protecionistas e acomodação de preços internacionais. Sua competitividade decorre da elevada produtividade florestal, da integração entre campo e indústria, dos investimentos tecnológicos, do uso de matéria-prima renovável e da inserção consolidada no comércio global.
Os principais indicadores confirmam sua relevância nacional:
R$ 249,4 bilhões de receita bruta, ligeiramente acima dos R$ 248,5 bilhões de 2024 e bem superior à média de R$ 213,4 bilhões dos últimos dez anos.
R$ 106,9 bilhões de valor bruto adicionado, alta de 1% em relação a 2024.
Participação de 1% no valor adicionado nacional e de 4,99% no valor adicionado da agropecuária.
Cerca de 713 mil empregos diretos, 2,05 milhões indiretos e impacto total estimado em 3,83 milhões de pessoas ocupadas.
R$ 29,3 bilhões em tributos federais e estaduais, além de R$ 531,8 milhões em ISS municipal.
O setor também prevê cerca de R$ 75 bilhões em investimentos até 2029, destinados à expansão florestal e industrial. Esse movimento tende a aumentar a demanda por profissionais qualificados, especialmente em funções relacionadas à automação, à digitalização, ao manejo de precisão e à operação industrial.
A cadeia de árvores cultivadas permaneceu como importante geradora de divisas para o país. Em 2025, as exportações totalizaram US$ 14,9 bilhões, o segundo maior valor da última década. Embora abaixo do recorde de 2024, o resultado mostra uma trajetória estrutural de crescimento, com taxa anual composta de 5,8% nos últimos dez anos.
O superávit comercial alcançou US$ 13,6 bilhões, também o segundo maior patamar histórico do setor e aproximadamente 20% acima da média da década. A celulose foi o principal componente desse saldo, seguida por papel, compensados, madeira serrada, painéis e pisos.
A celulose lidera a pauta exportadora, com US$ 10,2 bilhões, equivalentes a 68% das exportações setoriais. O Brasil preservou a posição de maior exportador mundial de celulose e segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. A China foi o principal destino das exportações florestais brasileiras, com US$ 5 bilhões, seguida por Europa, com US$ 3,3 bilhões, e América do Norte, com US$ 2,4 bilhões.
A dependência relativa da celulose na pauta externa evidencia uma vantagem competitiva relevante, mas também reforça a importância de ampliar a diversificação de produtos de maior valor agregado, como biomateriais, produtos químicos renováveis, fibras avançadas e novas soluções para embalagens e construção.
O principal destaque industrial foi a celulose. A produção atingiu o recorde de 29,4 milhões de toneladas, crescimento de 7% frente a 2024. Desse volume, 20,7 milhões de toneladas foram exportadas, enquanto 8,7 milhões foram direcionadas ao mercado interno. A fibra curta respondeu por 26,1 milhões de toneladas, confirmando seu peso na indústria brasileira.
Outros segmentos mantiveram produção elevada, ainda que sem expansão expressiva:
Papel: 11,3 milhões de toneladas, com 77% absorvidos pelo mercado interno. Os papéis para embalagem representaram cerca de 56% da produção nacional. O Brasil ocupou a 7ª posição mundial na produção de papel.
Painéis de madeira: 9,7 milhões de m³, no maior patamar histórico, com forte predominância do consumo doméstico. O país chegou à 7ª posição global em painéis reconstituídos.
Pisos laminados: 10 milhões de m², estáveis em relação ao ano anterior e com 97% destinados ao mercado interno.
Madeira serrada de coníferas: 7,9 milhões de m³; as exportações cresceram 5,2%, apesar de estabilidade no mercado interno. O Brasil ficou em 9º lugar na produção mundial.
Carvão vegetal: 6,7 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como maior produtor mundial. Quase toda a produção é consumida internamente, especialmente pela siderurgia.
Pellets: produção em torno de 700 mil toneladas; houve redução de 8,3% nas exportações, compensada por avanço de 19,4% no consumo interno.
O cenário mostra uma cadeia industrial diversificada: a celulose impulsiona exportações e escala internacional, enquanto papel, painéis, pisos e carvão têm forte conexão com o mercado interno e com cadeias como embalagens, construção, móveis e siderurgia.
A área de árvores cultivadas para fins industriais chegou a 10,73 milhões de hectares em 2025, aumento de 2% ou 210 mil hectares em relação a 2024. O crescimento ocorreu sobretudo em áreas anteriormente antropizadas, incluindo pastagens de baixa produtividade.
O eucalipto permanece como principal espécie, com 8,3 milhões de hectares. O pinus ocupou 1,9 milhão de hectares, concentrado no Sul, e as demais espécies somaram cerca de 500 mil hectares. Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram as maiores áreas plantadas.
O Mato Grosso do Sul consolidou-se como o principal vetor recente de expansão, com acréscimo de aproximadamente 222 mil hectares em 2025 e área de eucalipto de 1,7 milhão de hectares. A expansão está associada à implantação e ampliação de grandes fábricas de celulose, tornando o estado um polo central da chamada “Vale da Celulose”.
A produtividade segue como diferencial competitivo nacional. A média dos plantios de eucalipto foi de 34,5 m³/ha.ano, considerando idade média de sete anos. Para o pinus, a média chegou a 31,1 m³/ha.ano, com idade média de 16,4 anos. Esses resultados refletem décadas de investimento em melhoramento genético, mecanização, silvicultura, manejo sustentável e agricultura de precisão.
Ao mesmo tempo, o relatório aponta riscos crescentes relacionados às mudanças climáticas, como secas, eventos extremos, pragas e doenças. A resposta exige continuidade de investimentos em genética, biotecnologia, monitoramento, manejo adaptativo e diversificação de estratégias de abastecimento.
As empresas participantes destinaram R$ 353 milhões a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em 2025. O foco principal foi o melhoramento genético das espécies plantadas, responsável por 35% dos projetos, seguido de pesquisas florestais, com 25%, e melhorias de processos industriais, com 14%.
A inovação é desenvolvida principalmente com recursos internos, mas também envolve universidades, instituições de pesquisa e startups. Foram registrados 1.101 ativos de propriedade intelectual e patentes e homologadas 44 novas cultivares, sendo 41 de eucalipto e três de pinus.
O setor amplia o aproveitamento da madeira e de seus componentes para desenvolver produtos renováveis e de maior valor agregado. Entre as oportunidades estão nanocelulose, lignina, bio-óleos, bioplásticos, resinas renováveis, fibras celulósicas e novas embalagens que substituem materiais de origem fóssil. Essa agenda fortalece o papel do setor na transição para uma economia de baixo carbono e mais circular.
A combinação entre produção, conservação e restauração é o principal eixo ambiental do relatório. O setor estima manter 7,15 milhões de hectares de vegetação nativa conservada, além de cerca de 57,5 mil hectares em processo de restauração. Nos últimos cinco anos, foram plantadas mais de 18,5 milhões de mudas de espécies nativas para recuperação de áreas.
As florestas cultivadas destinadas à produção armazenam cerca de 1,95 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente; nas áreas nativas conservadas, o estoque é estimado em 3,16 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente. Esses indicadores reforçam a contribuição potencial da cadeia à agenda climática, tanto pela remoção e estocagem de carbono quanto pela substituição de materiais e energias mais intensivos em emissões.
A gestão ambiental apresenta resultados relevantes:
92% da energia consumida provém de fontes renováveis, especialmente licor preto e biomassa florestal.
A geração própria atende 96% do consumo das unidades produtoras de celulose.
A indústria reduziu em 84% o uso de água por tonelada de celulose desde a década de 1970.
Cerca de 99% da água captada em fábricas integradas de celulose e papel retorna ao ambiente após tratamento ou como vapor.
Apenas 1,4% dos coprodutos e resíduos é destinado a aterros; 87,4% é usado para geração de energia.
O índice de reciclagem de aparas de papel atingiu 60,4%, colocando o Brasil entre os melhores desempenhos internacionais.
66% da área gerida pelo setor é certificada, totalizando 11,6 milhões de hectares de áreas produtivas e conservadas associadas.
Na biodiversidade, 89% das empresas com operações florestais realizam monitoramento sistemático de fauna, e 78% acompanham a flora. O setor também destaca programas de apicultura, desenvolvidos ou apoiados por 70% das empresas com base florestal.
A presença territorial do setor tem efeitos econômicos e sociais relevantes. Em 2025, foram investidos aproximadamente R$ 167,9 milhões em 339 projetos socioambientais, beneficiando diretamente cerca de 895 mil pessoas. As ações abrangeram educação, geração de renda, capacitação profissional, inclusão produtiva, desenvolvimento rural e meio ambiente.
Nos municípios analisados com forte atuação da cadeia, o PIB per capita estimado foi de aproximadamente R$ 74 mil, ante R$ 60 mil na média nacional. O dado sugere contribuição relevante para a dinamização econômica local, embora o próprio relatório ressalte a necessidade de políticas contínuas de desenvolvimento territorial.
Na agenda de diversidade, as mulheres representam 23% da força de trabalho do setor, ante 13% na primeira edição do levantamento citado. Ainda assim, a participação feminina e de outros grupos diversos em posições de liderança permanece um campo de evolução. Em governança, 79% das empresas informaram possuir estratégia de sustentabilidade aprovada pela alta liderança; 44% vinculam metas socioambientais à remuneração variável dos executivos; e 75% adotam critérios ESG para fornecedores além da conformidade legal.
3) Considerações finais
Os desafios centrais para este segmento são: infraestrutura e logística insuficientes; juros elevados; escassez de mão de obra qualificada; insegurança fundiária; vulnerabilidades climáticas; necessidade de financiamento de longo prazo para restauração; e regras claras para o mercado de carbono. A restauração florestal é apresentada como uma nova fronteira econômica, mas sua escala dependerá de crédito, garantias, previsibilidade regulatória, segurança jurídica e fortalecimento de pesquisa e inovação.
Os números apresentados evidenciam um setor de árvores cultivadas economicamente robusto, exportador e inovador, com liderança mundial em celulose e expansão contínua da base produtiva. Seus resultados de 2025 combinam receita elevada, geração de empregos, superávit comercial, produtividade florestal e avanços ambientais. Para sustentar essa trajetória, será decisivo enfrentar os riscos climáticos, ampliar a qualificação profissional, reduzir gargalos logísticos e criar condições financeiras e regulatórias para expandir a bioeconomia, a restauração e os mercados de carbono.
A madeira é um dos recursos naturais mais valiosos e estratégicos para o progresso humano. Historicamente fundamental como combustível e base para abrigos e ferramentas, ela se consolidou no cenário contemporâneo como o pilar da construção sustentável e da bioeconomia. Por ser uma matéria-prima renovável, reciclável e biodegradável, ela oferece uma alternativa ecológica a materiais de alta pegada de carbono, como o aço e o concreto. Além de sua versatilidade industrial — que se estende desde a fabricação de móveis e papel até compostos químicos e engenharia avançada —, o uso de madeira originada de manejo florestal sustentável atua diretamente na mitigação das mudanças climáticas, funcionando como um sumidouro natural que captura e armazena o dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera ao longo de toda a sua vida útil.
Enio Fonseca – Engenheiro Florestal, Senior Advisor em questões socioambientais, Esp. Foi Superintendente do IBAMA em MG, Superintendente de Gestão Ambiental do Grupo Cemig, Chefe do Departamento de Fiscalização e Controle Florestal do IEF, Conselheiro no Conselho de Política Ambiental do Estado de MG e Ex-Presidente do FMASE, Gestor de Sustentabilidade na Associação Mineradores de Ferro do Brasil, , Diretor de Meio Ambiente e Relações Institucionais da Sam Metais, Conselheiro do Instituto AME . Atual CEO da PACK OF WOLVES Assessoria SocioAmbiental Estratégica, Diretor de Sustentabilidade Agroambiental e Infraestrutura da ALAGRO, membro do IBRADES, ABDEM, ABDINFRA e ADIMIM, Conselheiro do Instituto Nacional de Terras Raras – INTR. Conselheiro no FMASE. Conselheiro no CEMA/FIEMG

Luiz Fernando Schettino – Engenheiro Florestal, Mestre em Ciência Florestal e Doutor em Ciências Florestais pela UFV; Licenciado em Letras – ES/FAFIA; Advogado, Escritor, Especialista em Gestão Estratégica do Conhecimento e Inovação pela Ufes; Especialista em Processo Civil, Penal e do Trabalho pela Faculdade Doctum de Vitória. Foi Professor Titular na Área Ambiental na Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes; Membro titular do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA; Membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH; Membro titulart do Conselho Estadual de CTI/ES – CONCITEC; Membro titular do Conselho Estadual de Ética Pública do Espírito Santo; Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo; Diretor de Pesquisa na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da UFES; Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI; Diretor Técnico Científico da FAPES/ES; Diretor Geral da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo – ASPE; Membro Titular da Comissão Permanente de Política Docente – CPPD/UFES; Membro Titular do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia de Vitória – CMCT. Foi comentarista de Sustentabilidade da Rádio Jovem Pan News Vitória, com o quadro semanal “Conexão Verde”.
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