terça-feira , 12 novembro 2019
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Projeto no Canadá despeja sulfato de ferro no oceano para conter aquecimento global

Muitas ações em favor do meio ambiente podem ter consequência contrária à desejada. É o caso de uma estratégia recente que despejou sulfato de ferro na costa do Canadá a fim de reduzir os efeitos do aquecimento global.

A iniciativa faz parte de um projeto de “fertilização” do oceano, que foi implementado em julho no arquipélago de Haida Gwaii, no Pacífico. A intenção é nobre: aumentar a flora local de plânctons para que absorvam o dióxido de carbono da atmosfera. Porém, não houve uma avaliação prévia dos danos que poderiam ser causados ao meio ambiente, por conta disso a experiência foi criticada.

O projeto é financiado por um milionário norte-americano Russ George. Para o físico Paulo Artaxo, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), esta é a iniciativa que foi mais longe na tentativa de combater as mudanças climáticas com novas tecnologias.

“Existe um número muito grande de indústrias e financiadores particulares milionários que estimulam a realização destas pesquisas”. Mesmo assim, ele afirma que “ainda não existem muitos experimentos práticos sendo planejados, mas acho que é só uma questão de tempo”.

A Grã-Bretanha é o país onde há mais projetos do gênero em desenvolvimento. Por lá, há propostas de emitir aerossóis na estratosfera e posicionar espelhos gigantes na órbita terrestre a fim de conter a radiação solar e, consequentemente, ajudar a conter o aumento da temperatura na Terra. Entretanto, de acordo com Artaxo, nenhumas das soluções apresentadas até hoje conseguiram driblar os efeitos negativos.

No Canadá, foram despejadas cem toneladas de sulfato de ferro na costa oeste para a proliferação de plânctons ao longo de dez quilômetros quadrados. A experiência foi executada pela empresa Haida Salmon Restoration Corporation (HSRC) e pode ter uma consequência negativa. “Foi constatado, porém, que o processo pode culminar na liberação de metano, o que causaria um problema ainda pior para a atmosfera”, explicou Paulo César de Abreu, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). “Não existe a proibição, mas há um consenso entre pesquisadores de que essa técnica não deveria ser feita em larga escala”, completa.

Agência Estado

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