quinta-feira , 24 agosto 2017
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Líderes empresariais pedem a precificação do carbono

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Mais de 100 multinacionais assinaram uma carta coordenada pelo Grupo de Líderes Corporativos sobre Mudanças Climáticas do Príncipe de Gales, com contribuições do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e da Associação Internacional para o Comércio de Emissões, apoiando a criação de um preço global para o carbono.

Shell, Unilever, EDF Energy, Braskem, Statoil, Swiss Re, Ricoh e Skanska são alguns dos nomes por trás do chamado ‘Carbon Price Communiqué’ pedindo aos legisladores que foquem na elaboração de um preço para o carbono que seja claro, transparente e inequívoco para dar sustentação aos investimentos necessários aos cortes significativos nas emissões de gases do efeito estufa.

“Acreditamos que a certeza criada por este enquadramento e os investimentos que desencadeará, permitem uma perspectiva de melhoria no sucesso empresarial e na criação de empregos em setores-chave, como energia, transporte e no ambiente construído”, ressalta o comunicado.

Elogiando os sistemas existentes, o documento nota a importância do aprendizado; “sem ambição suficiente, o sinal [enviado pelo] preço do carbono não incentivará efetivamente os investimentos … a precificação do carbono não é uma bala de prata, mas em combinação com outras políticas adequadas localmente, o escopo para a mudança é enorme”.

As empresas pedem ainda que o preço do carbono seja estabelecido em harmonia com metas internacionais que desencadeiem mudanças em um ritmo proporcional ao teto de 2°C de aumento das temperaturas, tido como o limite para que não haja mudanças drásticas nos sistemas terrestres.

O documento será apresentado à comissária de Ação Climática da União Europeia Connie Hedegaard e a alguns embaixadores em Bruxelas nesta segunda-feira, uma semana antes da abertura das discussões na Conferência Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Este é o quinto de uma série de comunicados desenvolvidos pelo Grupo de Líderes Corporativos sobre Mudanças Climáticas do Príncipe de Gales, que reúne grandes empresas internacionais de vários setores em mesas redondas, seminários, comunicados e projetos visando lidar com as mudanças no clima.

“Aproveitando as mensagens amplas dos comunicados anteriores, este é o primeiro de uma série que foca em questões de políticas climáticas específicas”, explica o grupo.

Fonte: Fernanda B. Müller, do Instituto Carbono Brasil

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