sábado , 18 novembro 2017
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CUSTO ALTO E AUTONOMIA DESAFIAM CARRO ELÉTRICO

 

Valor Econômico
 
Rosangela Capozoli 

O carro elétrico continua dependente do alcance de uma tomada, mas já passou do terreno da ficção para projetos em andamento em vários grandes centros. O desafio está no tempo de duração das baterias – que ainda não atingem 200 quilômetros rodados -, na limitação da rede de postos carregadores, e no alto custo do veículo.

Nada disso, contudo, está impedindo o avanço nas pesquisas e iniciativas em várias áreas. Em São Paulo, por exemplo, dois taxis financiados pela prefeitura circulam pela capital movidos a eletricidade como parte de um projeto piloto. Edifícios em construção estão anunciando pontos de tomada nas garagens para proprietários de futuros carros elétricos.

A Volvo já tem mais de 300 ônibus híbridos em circulação na Europa. No Brasil, onde só produz chassi, a montadora desenvolve dois projetos em parceria com a Caio e a Marcopolo, que já estão rodando como teste.

O ônibus híbrido combina o diesel com a bateria. O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada acionamento dos freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, o motor diesel fica desligado. O tempo que o veículo fica parado pode representar entre 30% e 40% do período total de operação do ônibus. Durante esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor diesel se apaga completamente.

"O ônibus híbrido que a Volvo está produzindo no Brasil tem a solução híbrida mais avançada já desenvolvida. É chamada de 'híbrida em paralelo', e foi projetada para um ônibus com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente", afirma Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America.

Neste mês teve início a produção em linha seriada dos primeiros 30 ônibus que circularão em Curitiba (PR). "Outros 30 estão previstos para o começo de 2013 e em agosto começará a fabricação de 50 chassis para São Paulo", informa Castro. Isso significa que até fim de setembro esses veículos estarão nas ruas de São Paulo.

Pelos cálculos da fabricante, o sistema híbrido da Volvo proporciona uma redução no consumo de combustível de até 35%. "Já a diminuição das emissões de poluentes pode chegar a 90%, na comparação com motores a diesel convencionais Euro 3", garante Castro.

"Em 2013 a perspectiva da Volvo é de fabricar entre 400 e 500 unidades de chassi no Brasil", informa Castro. Diferentemente do híbrido, o trólebus funciona 100% por energia elétrica e depende da implantação de rede. "Em cidades onde já existe rede aérea com boa manutenção, o trólebus é uma boa opção, mas deve morrer por conta da poluição visual e da manutenção da rede que é bastante cara", diz o gerente da Volvo.

"A emissão de monóxido de carbono em um veículo elétrico cai cerca de 90% e a diminuição no consumo de combustível varia entre 20% e 30%", emenda Pietro Erber, diretor presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O entrave neste momento, na opinião de Erber, concentra-se nos preços elevados. "O carro elétrico custa cerca de 30% a 40% mais que o convencional."

 

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