segunda-feira , 9 dezembro 2019
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A MULHER NA ADVOCACIA AMBIENTAL – APONTAMENTOS DO 4º BATE-PAPO VIRTUAL

A mulher na Advocacia Ambiental foi tema do 4ª Bate-papo Virtual, realizado no dia 29 de outubro de 2019, o qual teve como expositoras destacadas profissionais do Direito Ambiental e que contou com a presença de 62 pessoas. O evento teve como expositoras Julia Rabinovici, Barbara Oliveira S. Araujo, Manuela Hermenegildo, Letícia Yumi Marques, Maria Cristina Gontijo e Samanta Pineda.

As expositoras contaram passagens de suas vidas profissionais, bem como o motivo que as levou a escolher o Direito Ambiental. O que mais chamou a atenção é que os motivos foram extremamente variados, o que demonstra que experiências pessoais e profissionais distintas acabarem levando as Advogadas para o ramo do Direito Ambiental.

Releva destacar que todas as expositoras estudaram áreas técnicas, seja através de casos práticos, cursos de Pós-Graduação ou até mesmo outra Graduação. Isso demonstra que o destaque da atuação na área ambiental se dá não apenas com o estudo do direito, mas também das áreas correlatas.

Outra questão bastante destacada é que ainda hoje existe o senso comum de que advogado da área ambiental advoga ou para ONGs ou para os poluidores. Diversos relatos foram no sentido de desmistificar isso e demonstrar que o Advogado da área ambiental é extremamente importante para que as coisas ocorram com respeito às normas ambientais.

Houve vários relatos de dificuldades enfrentadas pelo fato de serem mulheres. Alguns destaques:

  1. Conciliação da vida pessoal com a profissional: foi consenso de que conciliar mudanças da família e maternidade com a vida profissional é algo bastante complexo e muitas vezes inviável;
  2. Machismo: alguns depoimentos demonstraram que o mundo jurídico e também o ambiental são machistas, onde ocorrem comentários e brincadeiras pelo fato das roupas que as mulheres utilizam ou pelo fato de serem advogadas que andam de salto alto e por isso não podem “ir a campo”;

Por fim, ainda se falou muito da visibilidade que a profissão gera e que isso, apesar de ser algo bom, pode ocasionar dificuldades de relacionamento em casa ou mesmo no trabalho.

Os ouvintes, ao final, certamente tiveram a convicção de que as mulheres possuem tanto destaque no mundo jurídico e no jurídico ambiental por encararem e vencerem desde cedo muitos problemas e preconceitos que não ocorrem com homens.

Haviam muitos jovens assistindo e certamente saíram fortalecidos e encorajados a seguir o caminho da Advocacia Ambiental. Pouco importando se são homens ou mulheres!

 

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